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Livrarias independentes lançam manifesto

A iniciativa “UMA (so)CI(e)DADE SEM LIVRARIAS” começa na Livraria Fonte das Letras, em Évora, este sábado, dia em que a ministra da Cultura faz uma visita oficial à cidade.
Manifesto na livraria Fonte de Letras – Foto da página da livraria no facebook, facebook.com/fontedeletras
Manifesto na livraria Fonte de Letras – Foto da página da livraria no facebook, facebook.com/fontedeletras

A RELI – Rede de Livrarias Independentes (reli.pt) lançou o manifesto, com o título “UMA (so)CI(e)DADE SEM LIVRARIAS”, para alertar para o “insuficiente apoio do Estado português” face à pandemia e o anúncio da iniciativa foi feito pela Livraria Fonte de Letras, em Évora, segundo a agência Lusa.

Durante um dia, uma ou mais livrarias de uma cidade estarão abertas, mas não venderão livros: “Hoje a livraria não vende livros para que as cidades continuem a ter livrarias no futuro”.

Segundo o comunicado da Fonte de Letras, “a ação vai percorrer várias livrarias do país, sem aviso da data agendada. Será assim que acontecerá numa cidade sem livrarias: uma pessoa entra numa livraria para comprar aquele livro que queria muito ler, mas não o pode fazer”.

A Fonte de Letras salienta que se pretende com esta ação que “os órgãos do Estado, leitores, autores, editoras e a sociedade em geral percebam e sintam o importante papel das livrarias independentes na preservação da diversidade editorial e da vida cultural de uma civilização e, portanto, de uma cidade”.

A Reli foi criada no início do mês de abril (ler notícia no esquerda.net), juntando mais de meia centena de livrarias independentes, de todos o país, para enfrentar a crise no setor.

No passado dia 22 de abril, o ministério da Cultura anunciou a criação de medidas de apoio ao setor livreiro. Nesse âmbito, segundo a Lusa, foi lançado um programa, no valor global de 400 mil euros, para aquisição de livros, a preço de venda ao público, dos catálogos das editoras e livrarias, até um máximo de cinco mil euros por editora e livraria, com o “objetivo fundamental de apoiar as editoras e livrarias portuguesas no sentido de atenuar os efeitos provocados pela pandemia”.

Bloco propõe

O Bloco apresentou no parlamento um projeto de resolução, de apoio às pequenas editoras e livrarias independentes, no quadro do combate à pandemia. Nesse projeto, é prevista a criação de um programa de emergência de um milhão de euros no apoio às pequenas editoras, comparticipando o governo com 90% dos custos de produção, incluindo tradução, revisão, paginação, design de capa, ilustração e impressão, num máximo de três livros por editora com candidaturas entregues em 2020.

Bloco propôs também um apoio às rendas imobiliárias das livrarias independentes, para que sejam em 90% até ao final de 2020, com efeitos retroativos à declaração do estado de emergência devido à crise pandémica.

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