Segundo Paulo Ralha, as conclusões do relatório que iliba Paulo Núncioe responsabiliza os responsáveis da Autoridade Tributária (AT), sugerindo a instauração de procedimentos disciplinares aos trabalhadores e dirigentes envolvidos na criação da lista VIP, são "as expectáveis".
"Mas também há responsabilidades políticas que têm de ser assacadas e essa responsabilidade é do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que não sabia o que se passava na sua casa”, defendeu Paulo Ralha em declarações à agência Lusa.
“Imaginemos que esta tese é plausível, mas se não sabia o que se passava na direcção-geral mais importante que tutelava o que é que está a fazer", questionou o sindicalista.
"É caso para perguntar que competência é que ele tem. Que responsabilidade é que ele tem para continuar no cargo. Só tem uma saída: demitir-se e ser ele também responsável por toda esta situação, não podem ser só os administrativos", reforçou.
A par da instauração de processos disciplinares aos responsáveis pela lista VIP, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais pretende que o Fisco apresente, até meados de junho, "um Plano de Acção contendo medidas concretas e devidamente calendarizadas para cumprir as recomendações propostas pela IGF e pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), o qual deverá ser apresentado à tutela até 19 de junho de 2015".