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Lisboa manifesta-se este sábado contra o fracasso climático

Dezenas de organizações apelam a uma manifestação com partida às 14h no Campo Pequeno. Denunciam o greenwashing da COP-27 à ditadura egípcia e afirmam que este caminho garante "o enterro definitivo das metas climáticas de 1.5ºC”.
Cartaz da marcha de sábado.

A coligação “Unir contra o Fracasso Climático” está a convocar uma manifestação para o próximo sábado, dia 12 de novembro pelas 14 horas no Campo Pequeno, em Lisboa, que pretende pressionar para que “a mudança aconteça” ao nível das políticas climáticas.

Este grupo é constituído por várias associações como a Climáximo, DiEM25, Greve Climática Estudantil – Lisboa, Sciaena, Scientist Rebellion Portugal, Último Recurso, UMAR e Zero e tem como apoiantes a Acréscimo, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, a Animar, ANP – WWF Portugal, o Bloco de Esquerda, o Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, o Circular Economy Portugal, o Climate Save Portugal, a Coopérnico, a Ecopsi, o GEOTA, a Habita, o Partido Ecologista Os Verdes, o Partido Livre, a PATAV – Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos, o proTEJO – Movimento Pelo Tejo, o SOS Racismo, o Stop Despejos, a TROCA – Plataforma por um Comércio Internacional Justo e a Youth Climate Leaders Portugal.

Na convocatória da ação, os organizadores defendem que “a indústria fóssil conseguiu viciar, ao longo dos últimos 50 anos, toda a economia global, em petróleo, gás e carvão”.

Recorda-se que “acabámos de sair de um verão catastrófico em termos de clima: a maior seca dos últimos 500 anos na Europa, a seca da China que não tem paralelo na História, as inundações no Paquistão que ainda alagam um terço de um dos maiores países do mundo e incêndios, fogos e furacões, assolando todos os oceanos e florestas do planeta” mas também que “no primeiro semestre deste ano, os fósseis triplicaram os seus lucros. As petrolíferas lucraram como nunca. E os preços de tudo o que nós precisamos aumentaram dramaticamente (não só as coisas supérfluas, mas mesmo as coisas essenciais, como comida ou transportes)”. Para os ambientalistas “pagamos nestes preços os lucros das petrolíferas”.

Mas, avisam, “a ameaça do colapso climático faz com que a atual crise seja apenas o começo do que há por vir”. E “enquanto existir uma indústria fóssil que controla tecnologicamente e politicamente as sociedades, que compra com os seus lucros o processo decisório, o fracasso climático, ultrapassarmos os 1.5ºC e os 2ºC, é uma certeza”.

Numa altura em que a COP, cimeira do clima, se realiza “numa estância turística de luxo dentro de uma das ditaduras mais sangrentas do mundo, a do General Sisi, no Egito” critica-se que “o já descredibilizado processo institucional das COPs” se tenha “escondido do mundo num local onde sociedade civil, internacional e principalmente local, não podem entrar”. E insiste-se que “milhares de presos políticos egípcios não podem ser escondidos pelo greenwashing internacional à COP-27”.

Para a coligação ambiental, este caminho “garante o fracasso climático, o enterro definitivo das metas climáticas de 1.5ºC. As políticas climáticas atuais, com a aposta em mais gás e carvão perante a crise do custo de vida, têm um espelho perfeito aqui”.

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