Um quinto elemento, que se declarou culpado e colaborou com as autoridades, não conheceu ainda a sentença, que será de certeza bem mais leve. Os quatro condenados repetiram em tribunal que responderam aos tiros disparados contra si e que não consideram ter feito nada de errado. Mas todas as provas e testemunhas reunidas indicam que terão sido os mercenários a disparar, causando o pânico numa das praças mais movimentadas da capital iraquiana.
A matança da praça Nisour foi a gota de água que levou a administração iraquiana a querer expulsar as companhias de mercenários destacadas para dar segurança a empresas e pessoas ligadas aos ocupantes norte-americanos. Destas empresas destacou-se a Blackwater (que entretanto mudou de nome para Xe e depois para Academi), com mil milhões de dólares em contratos com o governo norte-americano.
Washington prometeu ao governo iraquiano um julgamento justo e imparcial dos acusados fora do Iraque, mas foram precisos oito anos para que seja conhecida a sentença definitiva. Em contrapartida, a Blackwater foi obrigada a indemnizar as famílias dos mortos e feridos na matança.