A rede ex aequo, que se dedica a apoiar a juventude lésbica, gay, bissexual ou transgénera e a contribuir para a “mudança das mentalidades em relação às questões da orientação sexual e identidade de género” recebeu, em 2010, meia centena de denúncias de discriminação, oriundas, na sua maioria, de estudantes do ensino secundário.
A recolha de informações sobre a discriminação nos estabelecimentos escolares do país enquadra-se no projecto lançado por esta associação – Observatório de Educação, que já deu origem a dois relatórios bianuais (Setembro de 2006 e Novembro de 2008), e que estão disponíveis no site desta organização.
Conforme noticia o jornal i, a maioria dos estudantes alvo de discriminação sentem-se impotentes e não contam com o apoio dos professores que, segundo os mesmos, não dão grande importância às agressões, na sua maioria verbais.
Os resultados relativos ao período contido entre 2008 e 2010 serão compilados até ao final do ano e, segundo informação veiculada no site da rede ex aequo, serão posteriormente entregues ao Ministério da Educação, “de modo a que o Estado possa ter maior consciência dos problemas de agressão psicólogica e/ou física sofrida por jovens, professores e funcionários, assim como das ocorrências de veiculação de informação incorrecta, preconceituosa e atentatória dos direitos humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgéneras, no espaço escolar”.
Andreia Pereira, membro da direcção da rede ex aequo, alertou, em entrevista ao jornal i, para a importância de “responsabilizar os pais que muitas vezes não têm noção das consequências que a homofobia tem nos filhos".