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Japão desliga último reator nuclear

Centenas de pessoas marcharam em Tóquio na esperança que tenha sido dado o último adeus às centrais nucleares. Ao desligar os 54 reatores nucleares do país para manutenção, o Japão fica sem energia nuclear pela primeira vez desde 1970. Resta saber se continuará assim.
Japoneses resistem ao regresso das centrais nucleares. Foto kumuaka/Flickr

“A partir de hoje deixamos de ter centrais nucleares ativas. Penso que devemos fazer deste, um momento eterno. Para que isto não aconteça apenas hoje ou amanhã, mas passe a ser uma realidade no futuro” afirmo a ativista antinuclear Sayo Saruta, citada pela Euronews. Mas o futuro das centrais nucleares ainda é uma incógnita: o governo diz precisar delas para que não falte eletricidade, mas a população ainda abalada com as fugas de radiação em Fukushima não voltou a confiar no nuclear.

Segundo o diário inglês Guardian, o ministro do Comércio japonês lidera a fação no Governo que tenta convencer a opinião pública da necessidade de reabrir os reatores desligados após o desastre de Fukushima. Para além das operações de rotina de manutenção das centrais, que deveriam ser capazes de aguentar sismos e tsunamis sem provocar uma catástrofe sem precedentes, a reabertura dos reactores dependerá ainda do parecer das autoridades locais.

Os dois primeiros reactores que deveriam voltar a funcionar são os da central de Ohi, para colmatar a falta de energia no próximo verão, mas a opinião pública está a contrariar a posição do governo. As sondagens indicam que 60% da população não quer a reabertura dos reatores e nem os autarcas se sentem seguros com uma central nuclear por perto. 30% da energia consumida pelos japoneses vem do nuclear e o governo faz apelos à poupança de energia enquanto tenta acelerar a implantação das energias renováveis.

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