O mais recente bombardeamento israelita na Faixa de Gaza é justificado com o lançamento de balões incendiários pelo Hamas nos últimos 12 dias e que causaram vários incêndios de pequenas dimensões. Em resposta, para além dos bombardeamentos dos últimos oito dias, houve um reforço do bloqueio imposto ao enclave palestiniano.
Em comunicado divulgado pelo exército israelita, foram lançados ataques aéreos na Palestina em resposta aos balões incendiários e uma granada lançada por foguete disparados pelo Hamas.
"Um complexo militar da organização terrorista Hamas foi atingido", precisou o IDF, referindo que não há registo de vítimas, cita a agência de notícias France-Presse.
Os balões de papel lançados pela Palestina terão originado 40 pequenos incêndios.
"O terrorismo com papagaios de papel e balões é uma forma de terrorismo como qualquer outra", disse o presidente israelita Reuven Rivlin durante uma visita aos bombeiros na área de fronteira.
"O Hamas deve saber que não se trata de um jogo. Chegará o momento em que terão de decidir. Se quiserem guerra, terão guerra", acrescentou o presidente, cuja função é essencialmente honorária.
Os ataques de Israel nos últimos oito dias causaram danos graves em alguns postos de segurança e vários feridos.
Apesar da trégua em vigor desde 2019, promovida pela ONU, Egito e Catar, Israel e o Hamas enfrentam-se regularmente.
Este ataque israelita ocorreu num momento em que uma delegação egípcia conduz uma mediação entre palestinianos e israelitas para encerrar os ataques entre Gaza e Israel, lembrou o Jornal de Notícias.
Recentemente, Israel e os Emirados Árabes Unidos assinaram um acordo histórico que estabelece relações diplomáticas entre os dois países. Incluídos no acordo de paz estão a troca de embaixadores e trocas comerciais, incluindo voos diretos entre Abu Dhabi e Telavive, e estaria também o fim imediato da anexação de novos territórios palestinianos por parte de Israel. Era pelo menos isso que os EAU diziam, mas Israel veio de imediato corrigir as declarações; Netanyahu fez saber que a anexação foi apenas “adiada” e “não está anulada”.
“A aplicação da soberania (israelita) na Judeia e Samaria (nome bíblico da Cisjordânia) está em cima da mesa (…) não está anulada”, disse o primeiro-ministro de Israel num discurso feito na passada semana.