Israel prepara segurança do festival Eurovisão com assistência das autoridades portuguesas

04 de março 2019 - 21:44

Forças de segurança israelitas estiveram em Lisboa a recolher informações das autoridades portuguesas sobre a operação de segurança do festival Eurovisão.

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Foto da campanha da Boycott Eurovision. pinkwatchingisrael.com
Foto da campanha da Boycott Eurovision. pinkwatchingisrael.com

Quando Netta Barzilai venceu o festival Eurovisão da canção realizado o ano passado em Lisboa, as controvérsias previsíveis da escolha começaram logo em palco, ao anunciar no discurso de vitória "vemo-nos no ano que vem em Jerusalém". Contrariando o anúncio de Barzilai e a intenção de Benjamin Netanyahu, o festival vai realizar-se em Tel Aviv, por pressão da União Europeia de Radiodifusão, organizadora do evento.

Apesar do seu currículo vasto e temido, as forças de segurança israelitas consideraram de interesse a experiência das autoridades portuguesa na organização do evento o ano passado, e estiveram em Lisboa para recolher informações, avança o Diário de Notícias. Segundo o diário, as forças israelitas contactaram o Sistema de Segurança Interna (SSI), a PSP e a direção de segurança do evento em Lisboa, e foram levadas numa visita guiada pela Altice Arena, onde se realizou o evento. A polícia israelita pondera convidar uma delegação da sua congénere portuguesa a visitar Israel numa ação de cooperação.

O festival Eurovisão 2019 terá lugar entre 14 e 16 de maio. Este sábado, Conan Osiris foi confirmado como o representante português no evento, ao vencer folgadamente com a canção "Telemóveis" o Festival da Canção nacional. Tal como noutros países, em resposta ao apelo do movimento internacional de BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) e de artistas palestinianos para boicotar o festival, o vencedor português já foi interpelado nesse sentido. Numa carta subscrita por organizações como o Comité de Solidariedade com a Palestina, o SOS Racismo e as Panteras Rosa, pode ler-se que “a escassos minutos de onde terá lugar o Festival, Israel mantém um cerco ilegal a 1,8 milhão de palestinianos em Gaza, negando-lhes os direitos mais básicos.”