O governo israelita deportou 124 activistas de 12 nações muçulmanas para a Jordânia, em cinco autocarros jordanos, e conduziu ao aeroporto de Tel Aviv outros 200 activistas, que serão deportados para os respectivos países. Um porta-voz do governo disse que os restantes serão deportados durante esta quarta-feira.
Em declarações à agência EFE, a mãe de um jornalista espanhol que se encontra entre os presos disse que o governo israelita “foi canalha até ao fim”, já que não entregou os activistas aos seus consulados ou embaixadas, mas sim que os enfiou em autocarros sem informar a que aeroporto estavam a ser levados. As autoridades espanholas, por exemplo, desconhecem que avião os activistas do seu país vão apanhar e com que destino. Além disso, foi impedido o acesso dos cônsules aos detidos, e a transferência dos activistas foi feita rodeada de forte dispositivo policial.
Entretanto, os activistas já libertados afirmaram ter recebido maus-tratos por parte dos israelitas.
O político kuwaitiano Walid al-Tabtabai disse que “os israelitas humilharam-nos a todos, mulheres, homens e crianças.”
O argelino Izzeddine Zahrour disse que as autoridades israelitas “privaram-nos de comida, água, não nos deixaram dormir nem ir à casa de banho... Foi um rapto, seguido de maus tratos na cadeia”, denunciou.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, numa conversa telefónica com o presidente dos EUA, Barack Obama, avisou que Israel está em risco de "perder o único amigo que tem na região". A Turquia é o país que mais activista tinha na flotilha de ajuda humanitária que tentava chegar a Gaza.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, qualificou o ataque de Israel à ajuda humanitária como um acto de "terrorismo de Estado", no seu discurso de abertura de uma conferência sobre investimento na Palestina que decorre na Cisjordânia.