Israel: 1600 prisioneiros palestinianos entram em greve de fome

16 de abril 2012 - 13:22

Em Israel, cerca de 1600 prisioneiros palestinianos, mais de um terço do total, irão entrar em greve de fome a partir de terça-feira, anunciou, este domingo, o ministro palestiniano Issa Qaraqae.

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Esta semana, o Movimento Internacional de Solidariedade com a Palestina clama por solidariedade internacional e apoio ao Dia dos Prisioneiros palestinianos, dia 17 de Abril.

“Cerca de 1600 prisioneiros palestinianos começarão terça-feira uma greve de fome, para reivindicarem melhores condições prisionais, e nós preparámos um programa nacional de solidariedade para com eles”, afirmou o ministro da Autoridade Palestiniana, Issa Qaraqae, citado pela AFP.



Terça-feira é do Dia dos Prisioneiros Palestinianos e coincide com a libertação de Khader Adnan, que esteve 67 dias em greve de fome, a mais longa greve de fome entre estes prisioneiros. Adnan terminou a greve de fome em Fevereiro, tendo chegado a um acordo com o Estado israelita para soltá-lo no final de uma pena de prisão de quatro meses.



Atualmente, dez prisioneiros, todos detidos administrativamente, estão em greve de fome nas cadeias israelitas, segundo o Clube dos Prisioneiros Palestinianos. Já a porta-voz da administração penitenciária israelita, Sivan Weizman afirmou, por seu turno, estarem seis presos em greve de fome.



Dois deles, Bilal Foab, 27 anos, e Thaer Halahla, acusados de ligações à Jihad Islâmica, recusam alimentar-se há 48 horas, estando o seu estado de saúde a preocupar os médicos.



Segundo o jornal Ha'aretz, o Serviço Prisional israelita desvaloriza a situação afirmando que a ameaça de greve de fome é apenas uma ameaça frequentemente utilizada pelos prisioneiros, considerando “greve de fome” uma abstinência que ultrapasse as 48 horas.