O Irão lançou um ataque de mais de 200 mísseis contra Israel. Os Guardas da Revolução do Irão justificam o ataque como retaliação pelo assassinato de Ismail Haniyeh, Hassan Nasrallah e’do iraniano Abbas Nilforoushan, líderes do Hamas, Hezbollah e Al Quds respetivamente.
A missão do Irão nas Nações Unidas afirmou que o ataque aéreo contra Israel foi uma resposta “legal, racional e legitima” aos atos terroristas do regime israelita – que segundo eles envolveu a infração da soberania nacional da República Islâmica do Irão.
É a mais recente escalada do conflito regional depois de Israel ter invadido o sul do Líbano na noite de segunda-feira. A Guarda da Revolução avisou que se houver retaliação por parte de Israel, a resposta será ainda “mais devastadora”, segundo avançou a televisão estatal iraniana. Daneil Hagari, o porta-voz israelita, já avisou que o “ataque terá consequências”, indiciando uma escalada iminente na guerra.
Médio Oriente
Israel invade sul do Líbano com apoio dos Estados Unidos da América
O presidente dos Estados Unidos da América declarou de imediato que o seu país estaria preparado para ajudar Israel a defender-se dos mísseis iranianos e ordenou às tropas militares americanas na região que auxiliem no abate dos mísseis.
Lembre-se que Israel tem bombardeado incessantemente a faixa de Gaza e o sul do Líbano, antagonizando os principais regimes islâmicos da região. As tensões com o Irão também vinham escalando e culminam agora, com o ataque do Irão.
Reagindo ao ataque, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o “alargamento do conflito no Médio Oriente com escalada atrás de escalada” de agressão, insistindo na necessidade de um cessar-fogo.