Os inspetores da Polícia Judiciária estão desde o início de abril em greve ao trabalho suplementar - entre as 12h30 e as 14h e entre as 17h30 e as 9h, - e a adesão ultrapassa os 75%, disse à agência Lusa a presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ).
“A greve está a ser bastante elevada e assim se manterá porque o que reivindicamos é mais do que justo. Todo o trabalho que fazemos além das 35 horas semanais, durante a noite e fim de semana, deve ser pago de acordo com a lei e não a um valor irrisório de 3,61 euros“, afirmou Carla Pinto à agência Lusa.
No início da greve, a líder da ASFIC criticou o Governo por ter perdido a oportunidade de, "com 0,4% do orçamento do Ministério da Justiça, resolver um problema que há anos perdura e que é obsceno", apesar da flexibilidade negocial da associação sindical para encontrar soluções.
Os inspetores queixam-se ainda da falta de regulamentação do estatuto das carreiras especiais e a estagnação das negociações com a direção e o Ministério da Justiça.