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INE traça retrato das freguesias em estado de calamidade

Uma população com menores rendimentos, casas pequenas e sobrelotadas e uma maior utilização de transportes públicos: eis o retrato das 19 freguesias que ainda se encontram em estado de calamidade.
Damaia, Amadora. Foto Wikipedia.
Damaia, Amadora. Foto Wikipedia.

O Instituto Nacional de Estatística reuniu um conjunto de indicadores de contexto para a pandemia COVID-19 em Portugal, revelando o que distingue as 19 freguesias em estado de calamidade do resto da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Os dados apontam que o território em estado de calamidade apresenta maior densidade de ocupação, sendo sete vezes superior à do restante território da AML. O parque habitacional também apresenta características próprias. O valor dos preços e das rendas dos alojamentos familiares é menor do que no restante território da AML. O número de habitações por edifício é superior e as áreas das assoalhadas é menor.

Paralelamente, nas freguesias visadas regista-se uma maior utilização de transportes públicos, com a proporção de deslocações para fora do município a fixar-se em 14%, mais do dobro do observado no restante território da AML (6,7%).

O INE destaca que, a 13 de julho, data da última atualização dos dados por município pela DGS, existiam em Portugal 45,7 casos de COVID-19 por 10 mil habitantes e 4,7 novos casos (últimos 14 dias) por 10 mil habitantes. Dez municípios da Área Metropolitana de Lisboa apresentavam valores acima da média nacional em ambos os indicadores e concentravam 54% do total de novos casos do país e 85% do total de novos casos da AML.

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