O Instituto Nacional de Estatística reuniu um conjunto de indicadores de contexto para a pandemia COVID-19 em Portugal, revelando o que distingue as 19 freguesias em estado de calamidade do resto da Área Metropolitana de Lisboa (AML).
Os dados apontam que o território em estado de calamidade apresenta maior densidade de ocupação, sendo sete vezes superior à do restante território da AML. O parque habitacional também apresenta características próprias. O valor dos preços e das rendas dos alojamentos familiares é menor do que no restante território da AML. O número de habitações por edifício é superior e as áreas das assoalhadas é menor.
Paralelamente, nas freguesias visadas regista-se uma maior utilização de transportes públicos, com a proporção de deslocações para fora do município a fixar-se em 14%, mais do dobro do observado no restante território da AML (6,7%).
O INE destaca que, a 13 de julho, data da última atualização dos dados por município pela DGS, existiam em Portugal 45,7 casos de COVID-19 por 10 mil habitantes e 4,7 novos casos (últimos 14 dias) por 10 mil habitantes. Dez municípios da Área Metropolitana de Lisboa apresentavam valores acima da média nacional em ambos os indicadores e concentravam 54% do total de novos casos do país e 85% do total de novos casos da AML.