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Hungria: Milhares protestaram em Budapeste contra “lei da escravatura”

Pelo menos 10 mil pessoas enfrentaram a neve e temperaturas negativas numa marcha contra o governo de direita de Viktor Orbán, denunciando a nova legislação que prevê que as empresas possam exigir aos trabalhadores até 400 horas extras por ano, o equivalente a um dia extra de trabalho por semana.
Foto de ZSOLT SZIGETVARY, Epa/Lusa.

A manipulação política do poder judicial, o controlo, por parte do governo de Orbán, dos media foram outras das razões que motivaram o protesto deste sábado, que teve origem na Praça dos Heróis e terminou junto ao Parlamento. A manifestação foi convocada pelos partidos da oposição, os sindicatos e sociedade civil.

István Hollik, um porta-voz do governo, voltou a acusar o multimilionário George Soros de instigar e financiar os protestos.

Os manifestantes, que têm ocupado as ruas desde meados de dezembro, quando a maioria parlamentar do partido liderado por Viktor Orbán, o Fidesz, aprovou esta reforma polémica, prometem não baixar os braços e as estruturas sindicais ameaçam, inclusive, avançar para uma greve geral caso o governo não aceite iniciar negociações.

As principais reivindicações dos sindicatos passam pela eliminação da "lei da escravatura" sobre as horas extraordináriassão, por uma nova reforma laboral, o aumento dos salários, a regulamentação do direito à greve e uma reforma do sistema de pensões.

A lei da escravatura aumenta de 250 para 400 o número de horas extraordinárias anuais, o equivalente a mais um dia por semana, e prevê que as empresas possam adiar o pagamento dessas horas extraordinárias até 36 semanas.

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