Em comunicado, citado pela CNN Portugal, os chefes de equipa de Medicina Interna e os assistentes hospitalares com funções de chefes de balcão apontam que "está em causa a qualidade da atividade assistencial prestada e a segurança dos doentes" no Hospital de Cascais, gerido pelo grupo espanhol Ribera Salud no âmbito de uma Parceria Público-Privada.
"Ao número de doentes internados no Serviço de Observação, que extravasa significativamente a capacidade máxima prevista do mesmo, com rácios médico-doente claramente ultrapassados, vem acrescer a ausência grave de capacidade de resposta aos doentes que recorrem ao Balcão de Medicina, com um impacto completamente disruptivo na atividade do Chefe de Equipa e restantes elementos", refere o documento.
Os demissionários denunciam ainda a "escassez de condições materiais", nomeadamente a falta de macas, e o seu impacto na prestação de cuidados. Bem como avançam estar a estar a assumir "de forma insustentável" cada vez mais tarefas e funções.