"O Ministério do Interior decretou o estado de emergência. Todas as forças de segurança devem trabalhar 24 horas bem como os serviços de defesa civil e os serviços médicos para proteger e salvar os que são alvo do ocupante sionista", declarou o porta-voz do Ministério do Interior, Ihab al-Ghoussein.
A confrontação entre o exército israelita e o Hamas, a pior desde 2009, prossegue. Desde o último surto de ataques, que teve início no passado dia 20 de Março, pelo menos 29 pessoas morreram. Desde quinta-feira que a faixa de Gaza se mantém sob fogo cruzado e só nestes dias morreram pelo menos 17 palestinianos.
"Os grupos palestinianos (de Gaza) estavam empenhados em cumprir uma trégua e cessar o disparo de rockets, mas o agressor sionista fez com que isso fracassasse ao atacar e matar civis, mulheres, crianças e pessoas idosas", acrescentou o porta-voz, acusando ainda os militares israelitas de procurarem atingir socorristas e ambulâncias e de "usarem fósforo branco, proibidos pelo direito internacional", cita a agência AFP.
Segundo o El País, o Hamas, grupo islâmico que governa a Faixa de Gaza, alertou para uma nova escalada nos confrontos no caso de Israel não cessar os ataques aéreos. "Se a escalada israelita prossegue, com o silêncio e a cumplicidade internacional, a resposta das facções de resistência irá expandir-se ", disse Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, à Reuters.
Entretanto, Gideon Saar, o Ministro da Educação de Israel foi claro quanto às intenções do Exército, em declarações à rádio: "Continuaremos a operar através da aplicação do princípio da defesa dos nossos cidadãos."