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Guerra tarifária EUA/China intensifica-se

A China decidiu esta segunda-feira retaliar face à subida das taxas alfandegárias para os produtos chineses decretada por Trump. O governo norte-americano subira as taxas para vários produtos chineses para 25%.
Foto de Thomas Hawk/Flickr

Na passada sexta-feira fora a vez dos Estados Unidos aumentarem para 25% as taxas aduaneiras de 5700 produtos chineses. Uma decisão que ocorrera enquanto estava ainda a acontecer uma ronda negocial em Washington que contava com a presença do vice-primeiro ministro chinês Liu He.

Esta segunda-feira chegou a resposta do governo chinês através de um comunicado do Ministério das Finanças. Foi anunciado que, a partir de dia 1 de junho, 2493 produtos produzidos nos EUA vão ter os seus impostos agravados à entrada na China de 5% para 25%. Outros produtos terão subidas para 10% e 20%. O custo total da medida chinesa será de 60 mil milhões de dólares. O que fica ainda longe dos 200 mil milhões que a medida norte-americana pesará nos bolsos das empresas chinesas. Devido à desproporção da balança comercial entre os dois países, a China não consegue fazer os EUA pagar na mesma proporção.

O governo norte-americano justificou a subida inesperada de taxas aduaneiras com uma suposta vontade chinesa de dar o dito por não dito em temas já negociados. O governo chinês desmente esta versão.

Duas horas antes do anúncio do governo chinês, fiel ao seu estilo, Trump tinha ameaçado as autoridades chinesas para não retaliar. Uma provocação que mereceu referência no comunicado do governo de Beijing que escreveu que “nunca se renderá a pressão externa”.

As negociações entre as partes vão prosseguir. Aliás, o atraso de três semanas para a implementação de ambas as medidas tem sido foi analisada como, sobretudo, uma jogada negocial para medir forças. Mas nas bolsas os efeitos da escalada da guerra comercial fizeram-se sentir imediatamente com a queda dos maiores índices norte-americanos à volta de dois porcento. Também a moeda chinesa desvalorizou face ao dólar.

Nos últimos dois anos, depois de onze rondas negociais desde a eleição de Trump, já por duas vezes o acordo entre China e EUA foi dado por certo. De ambas as vezes não resultou e via do protecionismo prevaleceu.

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