Em comunicado, os co-presidentes do grupo confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL, onde se sentam eurodeputados do Bloco e PCP) apelam aos líderes europeus e ao governo grego para “pararem imediatamente qualquer violência e fazerem respeitar todas as leis europeias e nacionais que garantem o acesso e trâmites legais às novas chegadas” de migrantes e refugiados vindos da fronteira turca.
Manon Aubry e Martin Schirdewan anunciaram que o GUE/NGL quer que os estados-membros se reunam em breve numa cimeira extraordinária para “assumirem as suas responsabilidades e encontrarem soluções fundadas nos direitos humanos”.
A declaração surge na sequência da abertura de fronteiras por parte do governo turco, que colocou dezenas de milhares de pessoas a caminho da União Europeia através da Grécia e da Bulgária. Foi essa a forma do presidente Erdogan protestar contra a falta de apoio europeu à sua incursão militar na Síria para impedir o avanço das tropas de Assad contra os últimos redutos controlados por milícias islamistas e a oposição ao governo sírio.
"EU leaders & the Greek government must stop the violence & uphold all national, EU & international laws in providing legal access & procedures to new arrivals" - our statement by @schirdewan & @ManonAubryFr on the worsening situation at #Turkish border.https://t.co/NyBkwGVQYF pic.twitter.com/nmEOkGIsxs
— The Left in the European Parliament (@GUENGL) March 2, 2020
Para os líderes do GUE/NGL, “tal como em 2017/2016, não se pode ficar à espera que a Grécia resolva sozinha a situação, nem este é um assunto bilateral etre a Grécia e a Turquia”. Pelo contrário, defendem eles, trata-se de uma “responsabilidade europeia”, ainda mais urgente dada “a ameaça do populismo de extrema-direita, xenofobia e racismo” em crescimento na Europa.
O GUE/NGL vai levar o assunto a discussão no próximo plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo, com uma resolução a “condenar a política de Erdogan ao usar as pessoas para chantagear a UE” e a sublinhar a urgência da “solidariedade com os países que veem aumentar o número de refugiados e imigrantes”.