Greve no metro de Lisboa esta terça-feira

21 de janeiro 2013 - 19:17

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam na terça-feira uma nova greve, entre as 6h as 10h, uma vez que a administração da empresa ainda não se dignou a falar com os representantes dos trabalhadores, acusando antes os sindicatos de “banalizarem o direito à greve”.

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Os protestos visam "lutar contra o desmantelamento da empresa" e a "defesa de postos de trabalho e de um serviço público de transporte, ao serviço da população", afirmou Anabela Carvalheira da FECTRANS. Foto de Paulete Matos.

A paralisação parcial insere-se numa jornada de luta dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que envolveu uma greve na semana passada e com novo protesto previsto para dia 29, "desde que o conselho de administração se mantenha silencioso e sem tentar resolver os problemas dos trabalhadores", adiantou à Lusa a dirigente da Federação Nacional dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) Anabela Carvalheira.



Os protestos visam "lutar contra o desmantelamento da empresa" e a "defesa de postos de trabalho e de um serviço público de transporte, ao serviço da população", afirmou Anabela Carvalheira, acrescentando que a "convenção coletiva de trabalho não é cumprida, com os trabalhadores a receberem menos 30 por cento das remunerações mensais".



Num comunicado lançado na véspera da greve, a administração do Metropolitano de Lisboa critica os sindicatos que representam os trabalhadores da transportadora e lamenta os efeitos da greve para a empresa e os incómodos causados aos passageiros."Os sindicatos prejudicam a frágil situação financeira da empresa, afetando muito negativamente a sua reputação e prejudicam gravemente milhares de clientes", afirma a empresa.



Para o Metropolitano de Lisboa, "os sindicatos não querem reconhecer a situação de emergência em que o país se encontra, banalizando o exercício do direito à greve".



O Conselho de Administração, acrescenta a nota de imprensa, "prosseguirá todos os esforços no sentido de continuar a tentar estabelecer os consensos que tornarão sustentável o futuro da empresa".



Governo não ouve os representantes dos trabalhadores, a administração do Metro também não



A dirigente sindical explicou, no entanto, que a administração do Metro "não quer falar" com as organizações representativas dos trabalhadores.



Questionada sobre se os trabalhadores obtiveram algum esclarecimento por parte da administração do Metro sobre o possível despedimento de 180 pessoas até ao final do ano, noticiado na semana passada, Anabela Carvalheira disse que não.



"É habitual com este Governo e com este conselho de administração sabermos apenas através dos órgãos de comunicação social. Não vale a pena tentarmos falar com a administração, porque não quer falar connosco”, afirmou.



“O Governo não ouve as organizações representativas dos trabalhadores, a administração também não", sublinhou a sindicalista.