“Entregámos um pré-aviso de greve para o dia 8 de outubro”, declarou Anabela Carvalheira da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) à agência Lusa.
Os trabalhadores poderão voltar a paralisar no dia 15 de outubro durante 24 horas, embora o pré-aviso de greve para este dia ainda não tenha sido entregue.
A sindicalista disse à agência Lusa que as ações de luta visam protestar “contra as privatizações” das empresas de transporte público, “contra a extinção dos postos de trabalho e contra a degradação das condições de trabalho”.
Segundo a Fectrans, a paralisação no Metro de Lisboa é ainda pela defesa do serviço público de transportes; “pelo cumprimento integral” do acordo de empresa; “contra o roubo dos salários” e a “precarização das relações de trabalho”; “contra o não pagamento do trabalho em tempo extraordinário e tentativa de implementação do banco de horas de forma individual”; “contra a constante supressão de postos de trabalho” e “contra a falta de diálogo do Conselho de Administração”.
A semana de luta dos trabalhadores dos transportes inclui também protestos noutras empresas e uma vigília, durante todo o dia, em frente ao ministério da Economia, largo Camões em Lisboa, no dia 11 de outubro.