Greve nas Minas Neves-Corvo é resposta ao silêncio da Somincor

17 de março 2024 - 18:37

Nos dias 26 e 27 de março, os trabalhadores das Minas Neves-Corvo, em Beja, vão estar em greve. Lutam por aumentos salariais de 150 euros e progressões na carreira, mas a administração não responde ao caderno reivindicativo entregue em dezembro.

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Minas de Neves-Corvo

Em plenários decorridos nos dias 3 e 4 de março, os trabalhadores das Minas de Neves-Corvo, decidiram por larga maioria avançar para greve, que irá decorrer nos dias 26 e 27 de março.

“O que leva a esta paralisação, decidida em plenário pelos trabalhadores, é que a empresa não responde ao caderno reivindicativo aprovado pelos trabalhadores” e apresentado à administração da Somincor no passado mês de dezembro, referiu o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), Albino Pereira, em declarações à Lusa. 

Os trabalhadores exigem “progressões na carreira e aumentos de salários justos de 150 euros por trabalhador” bem como “o aumento de vários subsídios”, assim como a renegociação do seguro de saúde, uma vez que os trabalhadores passaram “a pagar mais de franquia”, afirmou o sindicalista.

Por seu turno, a Somincor apenas aceitaria “um aumento de 4,3%” dos salários, no ano corrente, o que “não corresponde de forma alguma àquilo que foi reivindicado”, refere Albino Pereira que acusa a Somincor de “barrar qualquer negociação”.

Trabalham em Neves-Corvo cerca de duas mil pessoas. Esta mina é propriedade da multinacional sueco-canadiana Lundin Mining, sendo concessionada à Somincor. Produz concentrados de cobre e de zinco, bem como prata e chumbo.

Segundo a Lundin Mining, em 2023, as Minas Neves-Corvo produziram 108.812 toneladas de zinco e 33.823 toneladas de cobre. 

Além de Neves-Corvo, a Lundin Minin  tem ainda minas em Candelária e Caserones (no Chile), Chapada (Brasil), Josemaria (Argentina), Eagle (Estados Unidos) e Zinkgruvan (Suécia).