Greve da Valorsul contesta cortes salariais

18 de março 2011 - 11:18

Trabalhadores denunciam a alteração do seu regime de trabalho para igualá-lo ao da Função Pública, e dizem que nessa mudança ficaram só com os prejuízos e sem nenhum benefício.

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Paralisação também serve para pedir a admissão de mais trabalhadores

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Os cerca de 400 trabalhadores da Valorsul estão em greve esta sexta-feira, durante 32 horas, até às 9h de sábado. O objectivo é protestar contra os cortes salariais.

A Valorsul é a empresa responsável pelo tratamento de cerca de 750 mil toneladas de resíduos produzidos na Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira. A paralisação afecta a central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (Loures), o Aterro Sanitário de Mato da Cruz (Vila Franca de Xira), o Centro de Triagem Ecoponto (Lisboa) e a Estação de Tratamento e Valorização Orgânica (Amadora).

O secretário-geral da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses), Carvalho da Silva participa, no início da tarde desta sexta, num plenário de trabalhadores em Loures.

À agência Lusa, o delegado sindical David Costa explicou que a paralisação serve para pedir a admissão de mais trabalhadores e para contestar os cortes e congelamentos salariais impostos pelo governo, que, no seu entender, estão a ser aplicados “em moldes ainda mais gravosos” do que os previstos na lei do Orçamento do Estado.

“Estamos a falar de uma empresa que aumentou os seus lucros, que ganhou vários prémios. A administração disse-nos que estão a seguir ordens da tutela, mas estão a fazê-lo de forma abusiva porque alteraram o nosso regime para igualá-lo ao da Função Pública. No entanto, nessa mudança ficámos só com os prejuízos e com nenhum benefício”, sublinhou.

O sindicalista esclareceu que as mudanças tiveram impacto na verba do trabalho suplementar, o que motiva uma greve às horas extraordinárias, desde 15 de Fevereiro.

“Devido a esta situação o trabalho na central já teve de parar por três vezes porque não tínhamos trabalhadores suficientes nas equipas. Como entendemos que não estavam reunidas as condições de segurança chamamos a inspecção do trabalho para denunciar este problema”, contou.