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Depois do sucesso da paralisação de dia 7 de Fevereiro, com adesão a rondar os cem por cento, os trabalhadores do Metro de Lisboa vão parar nos próximos dias 15 e 24 de Março, contra as "brutais medidas" que, segundo os sindicatos "superam o corte efectuado em várias empresas públicas".
Os sindicatos Fectrans, STTM, SINDEM, SITRA E FETESE anunciaram que nesses dias, entre as 5h30 e as 10h30, os inspectores da sala e os encarregados de sala de comando de energia, os inspectores e os encarregados de movimento, de tracção, comercial, maquinista, fiscal e de tráfego vão parar, o mesmo acontecendo, "no período das 7h00 às 12h00, para todas as restantes profissões”
Os trabalhadores anunciaram também uma concentração durante as greves, "a partir das 8h no edifício da central de circulações e energia", na avenida Sidónio Pais, em Lisboa.
Valorsul
Também os trabalhadores da Valorsul, num plenário geral realizado no dia 21, aprovaram por unanimidade a continuação e intensificação da luta, com recurso à greve, contra os cortes e congelamentos salariais.
A Valorsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste, S.A. é a empresa responsável pelo tratamento e valorização das cerca de um milhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidas, por ano, em 19 Municípios da Grande Lisboa e da Região Oeste.
Os trabalhadores decidiram manter, pelo tempo que for necessário, a greve ao trabalho suplementar iniciada dia 15; aprovar 32 horas de greve, em todos os estabelecimentos da Valorsul, com início às zero horas de 18 de Março; participar nas acções mais gerais que vierem a ser convocadas, convergentes com os trabalhadores das outras empresas do sector empresarial do Estado; e participar na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para 19 de Março, em Lisboa.
Os trabalhadores reafirmaram que os cortes e congelamentos salariais que estão a ser efectuados pela Administração, “além de serem profundamente injustos, ilegais e inconstitucionais, constituem mais um inaceitável sacrifício exigido em nome da crise mas que, na verdade, não produzem quaisquer efeitos práticos no combate ao défice das contas públicas, antes servem para atacar direitos consagrados e aumentar a exploração”
Além disso, criticaram a Administração da Valorsul pela forma como interpretou e está a aplicar os cortes e congelamentos salariais, “com efeitos porventura ainda mais lesivos para os trabalhadores do que os exigidos na própria Lei”.