Grécia: Samaras intensifica campanha desesperada do medo

14 de janeiro 2015 - 14:52

Em vídeo, a campanha de Samaras usa o atentado de Paris para atacar o Syriza. O primeiro-ministro grego centra agora a campanha na imigração e na segurança, para além de continuar a usar a ameaça da saída da Grécia do euro. Nesta quarta-feira, conta com o apoio de Mariano Rajoy.

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Rajoy foi a Atenas apoiar a campanha do medo de Samaras - Foto de Orestis Panagiotou/Epa/Lusa

Num vídeo de campanha, traduzido para francês pelo site Okeanews, são usadas imagens das manifestações de protesto contra o ataque ao Charlie Hebdo e é afirmado: “No momento em que a Europa se arma, o Syriza propõe o desarmamento dos agentes da polícia, a supressão das prisões de alta segurança para os terroristas e a naturalização sem regras. A verdade é que o Syriza quer uma Grécia sem defesas e uma polícia desarmada e incapaz de proteger os cidadãos. Com a Nova Democracia, a segurança dos gregos não é negociável.”

Para o jornal francês La Tribune, a campanha de Samaras é “uma desesperada caça ao voto”, “um gesto de desespero de um primeiro-ministro encostado à parede”.

O jornal dá conta que a ameaça com a saída da Grécia do euro (Grexit) está a falhar. A ameaça alemã de expulsão da Grécia do euro não impressionou nem os gregos nem o Syriza. O Syriza reafirmou que não pretende sair do euro e a ameaça teve o efeito de boomerang já que, refere o jornal, os mercados manifestaram nervosismo, “provando com factos que uma Grexit não seria tão inócua como pensa o governo alemão”.

As sondagens continuam a ser negativas para Samaras, em duas sondagens divulgadas na segunda-feira, o Syriza está na frente, numa com um avanço de 8% e noutra com um avanço de 5,5%.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro de Espanha, o conservador Mariano Rajoy, está em Atenas para apoiar Samaras e aproveita para atacar também o Podemos, afirmando: “Prometer algo que é impossível não tem sentido e além disso gera frustração e muitos problemas”.

Rajoy disse que Espanha, Grécia e Europa estão a sair da crise e precisam de estabilidade e Samaras afirmou que a renegociação da dívida, como pretende o Syriza, não pode ser feita.

Rajoy e Samaras aproveitaram também para falar de terrorismo e insistir em medidas contra a imigração ilegal.