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Governo “deve travar abuso” dos hipermercados

Para Catarina Martins, o alargamento dos horários dos hipermercados “aumenta a concorrência desleal” face ao pequeno comércio e é uma “violência tremenda” sobre os trabalhadores, “feita com a desculpa da pandemia”.
Foto via freepik rawpixel.

Em reação às limitações de circulação, as cadeias de supermercados da Jerónimo Martins e Sonae MC anunciaram esta quarta-feira o alargamento dos horários com abertura a partir das 6h30.

Questionada na conferência de imprensa desta quinta-feira sobre as exceções ao recolher obrigatório permitidas a nível municipal para os hipermercados, Catarina considerou que “não faz nenhum sentido e o governo deveria agir fortemente sobre isso, por duas razões”.

Em primeiro lugar, “quando foi decretado o encerramento do pequeno comércio ao fim-de-semana, no estado de emergência, embora as grandes superfícies possam continuar abertas, não foram decretadas medidas sobre concorrência”, como ocorreu noutros países europeus.  

E se “não tem sentido que os hipermercados possam aumentar uma concorrência desleal para com o pequeno comércio alargando ainda mais os seus horários”, sobretudo “não faz sentido que utilizem a pandemia como forma de enorme abuso sobre os trabalhadores e os seus horários”.

“O que está a ser pedido aos trabalhadores dos hipermercados, nomeadamente do Pingo Doce, que passem a abrir às 6h30 da manhã, é uma violência tremenda feita com a desculpa da pandemia. Temos visto muitos abusos aos trabalhadores com a desculpa da pandemia, este é certamente um deles e o governo deveria travá-lo”, concluiu.

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