Na passada quinta feira, o jovem Iñigo Cabacas Liceranzu, um jovem bilbaíno de 28 anos, morreu atingido por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza, a força policial basca. O disparo foi feito na sequência de confrontos no final do jogo de futebol da Liga Europa, entre o Atlético de Bilbau e o Schalke 04. A morte de Iñigo Liceranzu gerou uma onda de indignação e protesto por todo o País Basco.
A AMAIUR, força política da esquerda basca, denunciou a violência policial, exigiu o apuramento total das responsabilidades e a demissão do Conselheiro do Interior no Governo Basco, Rodolfo Ares.
“Este não é um facto isolado, nem pode ser considerado um acidente. Euskal Herria [País Basco] conhece de sobra quais são as consequências da violência policial”, denunciou a Amaiur, frisando que “os diferentes corpos militares e policiais” atuam com grande impunidade “no nosso território, contra a vontade da sociedade basca”.
A Amaiur exigiu o apuramento de responsabilidades “na cadeia de comando da Ertzaintza” e no “Departamento do Interior do Governo basco”; a demissão imediata de Rodolfo Ares, “responsável político do que aconteceu”; e “o total esclarecimento dos factos, e portanto, da verdade, o mais brevemente possível”.
Rodolfo Ares assumiu a responsabilidade política pelos acontecimentos, não se demitiu, mas anunciou que a partir de 1 de janeiro de 2013 a Ertzaintza ficará proibida de usar balas de borracha.
O responsável do Interior no governo basco anunciou ainda que a partir de julho todos os agentes terão visível um número de identificação e que o período de formação será ampliado de 12 para 18 meses.