Governador do Rio de Janeiro afastado por corrupção

28 de agosto 2020 - 17:19

O Superior Tribunal de Justiça decretou o afastamento imediato de Wilson Witzel por suspeitas de corrupção em contratos na área da saúde.

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Foto publicada na conta Twitter de Wilson Witzel.

Segundo o jornal O Globo, o governador do Rio de Janeiro foi afastado do cargo pelo tribunal por um prazo inicial de 180 dias. A decisão de afastar Wilson Witzel por suspeitas de corrupção surge do dia em que foram emitidos mandados de prisão para o presidente do seu partido (PSC), Pastor Everaldo, de um ex-secretário de Desenvolvimento Económico, Lucas Tristão, e do ex-autarca de Volta Redonda, Sebastião Gothardo Netto. Foram também emitidos mandados de busca às residências da esposa do governador, Helena Witzel, do presidente do parlamento do Rio de Janeiro, André Ceciliano (PT) e do desembargador Marcos Pinto da Cruz.

Na origem desta operação “Tris in Idem” - em referência ao facto de Witzel ser o terceiro governador do Rio a recorrer aos mesmos esquemas de corrupção - estão outras duas operações policiais realizadas em maio e o resultado da delação premiada do ex-secretário da Saúde do Rio, Edmar Santos. As suspeitas incidem sobre um esquema de subornos em troca de contratos de fornecimento nas áreas da saúde e educação, aproveitando a emergência da pandemia da covid-19. Um exemplo, que já esteve nas origens das buscas a Witzel em maio, foi a contratação da organização social Iabas para construir e administrar sete hospitais de campanha na região, em troca de 835 milhões de reais (cerca de 145 milhões de euros).

De acordo com a revista Veja, os investigadores acreditam que logo após Witzel ter sido eleito foi estabelecida uma organização criminosa dividida em três grupos liderados por empresários, que dividiram entre si o poder de influência nos negócios das principais pastas estaduais, como a saúde ou a educação.

Esta semana, Witzel afirmou nas redes sociais que o seu governo “é pautado pela ética e pela transparência” e que aqueles que não entenderem isso ”não vão se dar bem”.