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Golpe de Estado na Guiné-Bissau: Embaló demite governo e militares estão nas ruas

Com a análise da contestação ao processo eleitoral para a presidência ainda a decorrer, o alegado vencedor, Umaro Embaló, fez uma cerimónia na qual se proclamou presidente à revelia do funcionamento normal das instituições. Disse que era um ato simbólico mas esta sexta-feira demitiu o governo e os militares ocuparam posições.
Umaro Sissoco Embaló na cerimónia em que se proclamou presidente da República da Guiné-Bissau. Fevereiro de 2020.
Umaro Sissoco Embaló na cerimónia em que se proclamou presidente da República da Guiné-Bissau. Fevereiro de 2020. Foto de António Amaral/EPA/LUSA.

Quinta-feira, a toma de posse era apresentada simbólica. Umaro Sissoco Embaló, que reivindica ter vencido as eleições presidenciais cujas reclamações ainda estão a ser analisadas, tinha sido proclamado presidente à revelia do normal funcionamento das instituições do país numa cerimónia conduzida num hotel e dirigida por Nuno Nabian, vice-presidente da Assembleia Nacional Popular.

No dia seguinte, a ação do auto-proclamado não foi simbólica. Foi a vez de Embaló empossar Nabian como primeiro-ministro, destituindo assim o governo em funções. Em seguida, militares ocuparam a rádio e televisão pública, suspenderam emissões, e tomaram posições nas imediações de várias instituições do Estado.

Estava consumado o golpe de estado que o primeiro-ministro Ministro Aristides Gomes denunciara aquando da cerimónia do dia anterior. Por sua vez, no parlamento guineense que não foi ocupado militarmente, Cipriano Cassamá, presidente do Assembleia Nacional Popular, também tomou posse como presidente interino do país, invocando o artigo 71 da constituição guineense que diz que em caso do cargo ficar vago, deverá ser ocupado pela segunda figura do Estado.

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