Os centros de rastreio de base comunitária do GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos diagnosticaram em outubro e novembro novos casos de mpox na população de HSH (Homens que fazem Sexo com Homens) na região da Grande Lisboa. Ao mesmo tempo, começam a surgir novos casos de hepatite A entre HSH, com possibilidade de evolução para surto, diz a associação em comunicado.
O GAT alerta que “a história pode estar a repetir-se e a resposta pública não pode, mais uma vez, chegar tarde, ainda mais com a possibilidade de dois surtos ocorrerem ao mesmo tempo (mpox e hepatite A)”.
Tal como sucedeu nos primeiros surtos de mpox e hepatite A, as organizações de base comunitária, entre as quais o serviço GAT Checkpoint LX, estão na linha da frente na oferta de serviços de saúde comunitários. O GAT afirma que tem insistido junto das autoridades de saúde “para que as vacinas da hepatite A sejam disponibilizadas gratuitamente, de acordo com a Norma de Orientação Clínica da Direção-Geral da Saúde publicada no verão de 2025, mas até ao momento isso não aconteceu”, ao contrário da vacina da mpox que é gratuita.
“É fundamental que todas as pessoas em risco, particularmente HSH e pessoas nas mesmas redes sociais e/ou sexuais, bem como pessoas com múltiplas parcerias sexuais, se protejam através da vacinação”, apela o GAT, que prescreve e oferece a administração da vacina da hepatite A adquirida em farmácia nos seus centros s GAT Checkpoint LX e GAT Intendente.