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Galp: fecho da refinaria de Matosinhos é “crime económico”, dizem trabalhadores

Reunidos em plenário, os trabalhadores decidiram lutar pela manutenção da refinaria e respetivos postos de trabalho, e acusam o Governo de ser "cúmplice da administração da Galp". 
Refinaria da Petrogal do Porto, em Matosinhos.
Refinaria da Petrogal do Porto, em Matosinhos. Imagem da Galp.

Os trabalhadores da refinaria da Galp de Matosinhos convocaram uma concentração para dia 12 de janeiro para protestar contra a decisão de encerramento. O protesto partirá da refinaria com destino à câmara de Matosinhos.

"Já está programada uma iniciativa de concentração de trabalhadores com saída desde a refinaria até aos Paços do Concelho de Matosinhos, depois iremos concentrar-nos em Lisboa, em princípio na porta do senhor primeiro-ministro, que até ao momento está calado e foi a primeira pessoa a saber desta decisão por parte da administração", afirmou à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energias e Atividades do Ambiente (Site-Norte), Telmo Silva.

Em plenário, os trabalhadores da refinaria decidiram que irão lutar pela "permanência do complexo da refinaria do Porto", bem como pela manutenção dos postos de trabalho, e acusam o Governo de ser "cúmplice da administração da Galp". 

"Vamos tomar todas as medidas institucionais para denunciar este crime económico que está a ser feito, a nível não só regional mas nacional", disse o representante do Site-Norte. 

"O Governo mais uma vez é cúmplice da administração da Galp, uma administração que está a levar à desindustrialização não só de uma região mas de um país e está a olhar sim pelos interesses económicos dos acionistas, mas não do país e dos portugueses", defendeu.

Telmo Silva considerou que a situação "não pode aguardar mais o silêncio por parte do Governo" e que é fundamental que a administração central se coloque "do lado dos trabalhadores da Petrogal e não da administração da Galp".

"O Governo tem de intervir imediatamente neste crime económico", disse, acrescentando que a refinaria de Matosinhos "contribui com 480 milhões de euros para as exportações do país". 

Em declarações à RTP3, o sindicalista lembrou que estão em causa “500 postos de trabalhado na Petrogal e 1.000 de prestadores de serviços que, todos os dias, trabalham para garantir o funcionamento da infraestrutura”.

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