Esta terça-feira, trabalhadores sem-papéis e várias pessoas solidárias com a sua luta entraram em greve e ocuparam os estaleiros da Arena da Porte de la Chapelle, uma das maiores obras dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024. Seguiram-se perto de dez horas de negociações que terminaram com o compromisso de legalizar os trabalhadores.
O acordo entre a CNT-SO (Confederação Nacional dos Trabalhadores – Solidariedade Operária), Gilets Noirs e várias organizações de trabalhadores sem-papéis por um lado e Câmara de Paris por outro, estabelece a “regularização de todos os assalariados dos sub-empreiteiros que trabalham ou trabalharam nestes últimos meses” na obra. Estima-se que a medida abranja 200 pessoas. A autarquia comprometeu-se igualmente a “desempenhar o papel de facilitadora com os serviços do Estado”. A obra é da responsabilidade de uma sociedade mista entre a Câmara Municipal de Paris e a multinacional norte-americana AEG.
Bonne ambiance pendant l’occupation du chantier de l’Arena La Chapelle par de nombreux travailleurs sans papier. La mairie de Paris est sur place, des négociations doivent s’ouvrir rapidement. #JO2024 #PasdeJOSansPapiers @Politis_fr pic.twitter.com/gExkDupdfB
— Pierre Jequier-Zalc (@PJequierZalc) October 17, 2023
Também esta terça-feira, mas sem relação direta com este protesto, houve outros cerca de trinta bloqueios de empresas numa ação convocada pela CGT Île-de-France também exigindo a regularização. Estes 650 trabalhadores pretendem desta forma antecipar-se a uma nova lei de imigração de Macron, a ser debatida dentro de três semanas, e que foi feita com o objetivo declarado de “reduzir a imigração”.
Na quarta-feira, continuaram protestos que atingiram empresas de “trabalho temporário” como a Agência Qapa, do grupo Adecco.
Grève des travailleurs #sanspapiers jour 2 : la lutte continue !
Depuis 9h, une équipe d'intérimaires grévistes de @cntso_fr occupe les locaux de @QAPA_fr de @AdeccoGroupFR (32 av Opéra #Paris) pour la régularisation
Soutenez le mouvement https://t.co/HEgj11cOah pic.twitter.com/wiBP1Wb8cJ
— Union Régionale Ile de France CNT-SO (@UnionCnt) October 18, 2023