Jogos Olímpicos 2024

Pugilista que sofreu com discurso de ódio e assédio digital avança com queixa-crime contra autores de mensagens de ódio e informações falsas na rede social X. Entre os visados estão J.K. Rowling e Elon Musk. Donald Trump também será investigado.

Questões de género são cada vez mais postas em causa no desporto. Nos Jogos Olímpicos, a desigualdade entre equipamentos femininos e masculinos tem sido alvo de críticas e de tomadas de posição de protesto. Normas das federações dependem de desporto para desporto, mas ainda há um longo caminho a fazer.

No meio de uma tempestade digital, Imane Khelif tem sido acusada de ser homem depois de performance dominante num combate de boxe. A pugilista já tinha sido desqualificada numa competição internacional. O Comité Olímpico defende que todos os participantes estão em conformidade com os critérios de participação.

Os eventos planetários são terreno propício à implementação de dispositivos repressivos. Nos Jogos Olímpicos de Paris, aplica-se uma lei de segurança que atribui mais poderes às empresas privadas de segurança e “testa-se” a videovigilância algorítmica.

Chiara Masina

Críticas à cultura “woke”, ódio às drag queens, racismo contra a cantora franco-maliana Aya Nakamura foram algumas das respostas ao evento. À esquerda saudou-se terem-se sublinhado os valores da sororidade, paridade e inclusão.

Os grandes eventos desportivos refletem o momento geopolítico e as fraturas sociais do país que os promove. Lembramos alguns conflitos e polémicas que marcaram edições olímpicas no nosso século.

Pessoas em situação de sem abrigo expulsas, trabalhadores sem documentos explorados, aumento de preços das habitações, destruição de locais significativos do ponto de vista ambiental e aumento dos dispositivos de controlo social. Os Jogos de Paris arrancam já com uma lista grande de “perdedores”.

Para o Sindicato Francês dos Artistas Intérpretes, as condições de trabalho de muitos dos bailarinos presentes no evento são “vergonhosas, sem qualquer subsídio ou conhecimento do montante da transferência dos direitos conexos”.

A poucos meses dos Jogos Olímpicos de Paris, várias associações inquietam-se com o futuro dos sem-abrigo na capital, depois de um ano marcado por expulsões de alojamentos informais e por uma maior intervenção policial. Por Aude Cazorla.

Os perto de 200 trabalhadores da Arena da Porte de la Chapelle obrigaram a Câmara de Paris a comprometer-se com a sua regularização. Houve protestos de sem-papéis em mais trinta outros locais.