Segundo o CESP, filiado na CGTP, a Fnac está, em quase todas as lojas do país, a assediar todos os trabalhadores para reduzirem as suas horas de trabalho (de 40 para 20 horas semanais), com o objetivo de reduzir salários. Essa situação já aconteceu no Porto e no Grande Porto.
O sindicato diz que os trabalhadores que não aceitam a redução de horário são transferidos de loja, para áreas longe da sua residência.
O CESP exemplifica com o caso de um trabalhador, que trabalha há cerca de 10 anos na loja de Vila Nova de Gaia e que vai ser transferido para a loja do Marshopping (em Matosinhos) “só porque mantém a carga horária de trabalho semanal”. “Esta transferência visa pressionar o trabalhador a desistir dos seus direitos e a rescindir o seu contrato de trabalho”, diz o sindicato.
O CESP refere também que na loja de Santa Catarina, no Porto, vários trabalhadores foram transferidos para outras lojas, “só porque não aceitaram reduzir a carga horária”.
O sindicato aponta que este assédio é uma “violação clara das normas constitucionais” e considera que o comportamento da empresa “só é possível porque tem a cobertura política do governo ainda em funções”.
O CESP vai solicitar a intervenção da ACT (autoridade para as condições trabalho) e vai apresentar queixa ao Provedor de Justiça, “para que o assédio moral seja eliminado das práticas” da Fnac.