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Fim do glifosato será discutido no parlamento

Uma petição contra o uso do herbicida chegou às 15 mil assinaturas, podendo, assim, ser levada à discussão parlamentar.
Campanha anti-glifosato. Fotografia de Global Justice Now/Flickr.
Campanha anti-glifosato. Fotografia de Global Justice Now/Flickr.

A audiência para discutir a petição está marcada para o dia 7 de março, na Comissão Parlamentar do Mar e da Agricultura.

Mateus Carvalho, criador da petição e vice-presidente do movimento Volt, teve a iniciativa quando estudava no secundário, por se sentir sensibilizado pelos perigos que o glifosato representa para a súde. De acordo com o Público, Mateus Carvalho foi contactado por associações ambientalistas e da área agrícola, que ajudaram a divulgar o documento.

Em novembro de 2017, a União Europeia prolongou a licença de utilização do glifosato, que existe desde 1950 para matar espécies vegetais e queimar ervas daninhas, até dezembro 2022. No entanto, já vários estudos alertaram para os perigos do glifosato para a saúde pública, como a Agência Internacional para a Investigação do Cancro, da Organização Mundial da Súde, que o considerou genotóxico e provavelmente carcinogénico. Recentemente, foi ainda divulgado um estudo que concluiu que a utilização de glifosato aumenta em 41% o risco de linfoma não-Hodgkin.

 

Em Portugal, o herbicida é proibido em espaços públicos desde março de 2017. Contudo, a sua venda é permitida a portadores do cartão de aplicador profissional de fitofármacos.

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