Fim ao Fóssil: estudantes ocupam mais escolas em Lisboa

02 de maio 2023 - 14:03

A escola secundária António Arroio encerrou esta terça-feira na sequência do protesto climático dos estudantes. Na secundária Luísa de Gusmão, bombeiros e polícia retiraram o cadeado e noutras escolas tiveram início novas ocupações.

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Estudantes em frente à Escola António Arroio. Fotos Fim ao Fóssil/Telegram

Estudantes do movimento “Fim ao Fóssil: Ocupa!” regressaram esta semana aos protestos, levando ao encerramento das escolas D. Luísa de Gusmão e António Arroio, em Lisboa. "Além destas escolas fechadas, surgem novas ocupações pelo “fim ao fóssil” no Liceu Camões, na escola Rainha D. Leonor, na FCSH da Nova, na Faculdade de Letras do Porto, e a FEUC em Coimbra. Entretanto, continuam as ocupações da FLUL e FPUL, que seguem desde o dia 26 de Abril", informa o movimento em comunicado.

Na escola António Arroio, os estudantes impediram a abertura dos portões e a direção da escola decidiu suspender as aulas. Às 10h ainda se concentravam à entrada cerca de 30 estudantes, segundo o jornal Público. "Vamos só continuar a gritar a plenos pulmões até nos ouvirem, até o dia acabar. E amanhã é um novo dia", afirmou Leonor Pêra, uma das porta-vozes da ocupação.

Na escola D. Luísa de Gusmão, a entrada foi fechada ao início da manhã com cadeado. Por volta das 8 da manhã, bombeiros e policia estiveram no local e conseguiram retirar o cadeado, mantendo-se a faixa a dificultar a entrada na escola.


Escola Secundária Luísa de Gusmão. Foto Fim ao Fóssil.

No Liceu Camões, a ocupação começou logo pela manhã, como testemunhou a agência Lusa. “Gás, petróleo, carvão, deixá-los no chão” ou “Pelo Clima, unidos, ocupamos, resistimos” foram algumas das palavras de ordem mais gritadas pelos jovens, enquanto tocavam tambores e criavam percussão em caixotes do lixo. Ao contrário do que aconteceu em novembro, desta vez os estudantes não encerraram o liceu a cadeado e as aulas prosseguem.


Liceu Camões. Foto Fim ao Fóssil.

Os estudantes ocupam “pelo fim ao fóssil até 2030” e “pela eletricidade 100% renovável e acessível para todas as famílias até 2025”, e prometem ocupar até que 1500 pessoas se comprometam a “parar o crime dos combustíveis fósseis na sua fonte”, ao participar na ação de resistência civil para bloquear o porto de gás fóssil de Sines no dia 13 de Maio organizada pela plataforma “Parar o Gás”. Até agora, mais de 130 pessoas já subscreveram este compromisso.