“Se este regime especial de aposentação for aprovado, podem ter a certeza que Portugal não tem professores no desemprego”, garantiu Mário Nogueira à saída dos encontros com dois secretários de Estado na 5 de outubro. O líder da Fenprof diz que um regime especial se justifica pelo desgaste da profissão, enquanto o atual regime das reformas antecipadas “tem cortes de tal ordem violentos que se um professor se reformar com 60 anos, perde 40% do salário”.
Para além de responder à situação de 26 mil professores sem colocação, a aposentação dos professores com mais de 36 anos de serviço permitiria ainda rejuvenescer o corpo docente português, acrescentou o dirigente sindical. “Portugal tem cerca de 100 mil professores, dos quais apenas menos de 500 têm menos de 30 anos. Este envelhecimento da população docente é a principal causa da inexistência de vagas para a colocação de jovens professores”, assinalou Mário Nogueira.
O encontro com os governantes serviu ainda para a entrega das cinco mil assinaturas recolhidas no abaixo assinado a exigir respeito pelo 1º Ciclo e também pelo “horário de trabalho que está no Estatuto da Carreira Docente, que são 25 horas, mas que foram agravadas em duas horas e meia com o aumento do horário dos intervalos”. Com esta situação, “o Estado tem poupado muitos milhões à custa do trabalho ilegal de muitos professores”, denuncia o líder da Fenprof.