Foi divulgada esta terça feira a lista de professores contratados em 2016. Foram colocados 7.306 docentes nas escolas, mais cerca de 500 professores que no ano anterior. Ministério da Educação indicou à Lusa que estão por preencher cerca de 150 horários inferiores a oito horas.
A Fenprof reagiu, afirmando que o número ainda não resolve as “necessidades permanentes” das escolas e sublinha que é necessário reorganizar os quadros. “Um problema que, contudo, não consegue ser disfarçado é o do elevadíssimo número de docentes que ficarão no desemprego e que, dentro de dois dias, terão de se apresentar nos centros de emprego. São quase 30.000 os que não obtiveram colocação (pois o número de candidatos à contratação era de 36.103)”, pode ler-se no comunicado da Fenprof.
Por seu lado, a Associação Nacional de Professores Contratados criticou o facto de continuarem e existir professores com 15 e 20 anos de serviço precários ou sem colocação, sobretudo nas áreas de Filosofia e Economia. Em declarações à Lusa, a associação defende que o ministério faça uma regra para impedir que docentes do ensino particular entrem no mesmo concurso que professores da rede pública.
Faltam 6 mil funcionários nas escolas
Por seu turno, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) denunciou que faltam cerca de 6 mil funcionários nas escolas. O sindicato acusa o governo de continuar a recorrer à contratação precária para resolver problemas permanentes e que, apesar de ter prometido combater a precariedade, continua a haver "largas centenas de trabalhadores a quem são pagos 3,49 euros por hora, por períodos diários de trabalho que variam entre as 3,5 e as quatro horas" em contratos com a duração de um ano. Os sindicatos exigem que a gestão do pessoal não docente seja exclusiva do Ministério da Educação, e que se abandone a municipalização do setor, que facilita este tipo de abusos.