Mário Nogueira, afirmou que “apesar de tudo e das dificuldades que muitas vezes passou, a escola pública tem dado uma resposta que é muito positiva”, tendo acrescentado que “há insuficiências que urge superar”.
“Não esperamos que se superem todas para o ano, mas esperamos que o próximo ano seja um primeiro momento de começar a inverter aquele ciclo de corte e asfixia que nos últimos quatro anos viveu. Claro que o próximo Orçamento do Estado vai ter aqui uma importância muito grande”, sublinhou o dirigente sindical, citado pela Lusa.
No final da audiência com Marcelo Rebelo de Sousa em que esteve presente uma delegação de representantes do movimento em defesa da escola pública, Mário Nogueira disse ainda esperar que o ano letivo arranque “com toda a tranquilidade”.
Por seu turno, Ana Benavente disse que“o que viemos aqui fazer foi mais uma vez afirmar a importância da escola pública e da educação para todos, democrática, num país que foi tão castigado pelo atraso educativo.
Escola pública: pilar do Estado democrático
"Não nos move nada contra o ensino privado, que é complementar da escola pública, que é uma responsabilidade e pilar do Estado democrático. Essa escola deve ser paga, e o Estado pagou quando não tinha capacidade de resposta. À medida que vai tendo capacidade de resposta, evidentemente, vai deixando de ser cliente dos colégios particulares”, acrescentou a antiga deputada do PS.
Recorde-se que Ana Benavente foi, tal como a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, uma das primeiras signatárias da petição em defesa da escola pública que recolheu mais de 80 mil assinaturas e que foi entregue ao chefe do Estado, embora esta já esteja na posse da Assembleia da República e do Ministério da Educação.
A entrega da petição serviu assim para “dar conhecimento da existência do movimento” e agradecer ao Presidente da República “ter tido um momento para ouvir”.
Por outro lado, nem o sindicalista, nem nenhum outro membro da delegação se mostrou surpreendido com a inclusão do ex-ministro da Educação do governo do PSD/CDS, Nuno Crato, e do seu secretário de Estado, João Casanova de Almeida que, sendo responsáveis pela negociação dos contratos de financiamento plurianuais aos colégios com contratos de associação, serão testemunhas dos estabelecimentos particulares nos processos judiciais que movem contra o Ministério da Educação.
Mário Nogueira referiu mesmo que “de certeza não se ofereceram, foram arrolados e seguramente irão dizer aquilo que é a verdade”.
Para Ana Benavente “não restam dúvidas, não será surpresa para ninguém, que ele estará do lado dos colégios, contra a escola pública, porque foi o governante que desde o 25 de Abril mais massacrou e fez retroceder a escola pública em Portugal”.