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FBI descobre dezenas de documentos secretos em casa de Trump

Depois das investigações aos seus negócios, do inquérito sobre a tentativa de viciamento do resultado eleitoral das presidenciais anteriores e da comissão parlamentar sobre o seu papel no assalto ao Capitólio, o ex-presidente norte-americano é acusado de violações da lei de espionagem.
Trump. Foto de Gage Skidmore/Flickr.
Trump. Foto de Gage Skidmore/Flickr.

As buscas realizadas à casa de Donald Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Florida, na segunda-feira resultaram na apreensão de onze conjuntos de documentos classificados como secretos segundo informou o Departamento de Justiça esta sexta-feira. O organismo indica que poderão estar em causa violações da lei da espionagem.

Entretanto, o FBI divulgou o inventário escrito da busca que revela terem sido retiradas da casa do ex-presidente norte-americano 20 caixas de materiais mas o documento não indica pormenores sobre o seu conteúdo. Entre o que é referenciado, está a concessão de indulto a Roger Stone, ex-conselheiro e aliado de Trump, condenado a 40 meses de prisão na sequência da investigação do relatório Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais e informação sobre o “presidente de França”.

O The Washington Post tinha noticiado na quinta-feira que os agentes procuravam, entre outros, documentos relacionados com armas nucleares referindo fontes do processo. O mandato judicial refere genericamente que se procuram “documentos físicos e gravações que constituam prova, contrabando, fruto de crime ou outros itens de posse ilegal” e cita a possibilidade de destruição de material do governo.

A investigação começou há meses com a agência federal National Archives and Records Administration a requerer a devolução de material que teria sido retirado da Casa Branca. A equipa de Trump tinha já recebido uma intimação para proceder a esta devolução e algum material tinha até sido já devolvido.

Trata-se assim de uma investigação diferente à do Departamento de Estado sobre a alegada tentativa de viciar o resultado eleitoral de 2020 e à da Comissão de Inquérito sobre o assalto ao Capitólio. O ex-presidente enfrenta ainda uma investigação da procuradoria do estado de Nova Iorque sobre os negócios da sua família.

Trump reagiu escrevendo que todo o material era desclassificado mas tinha afirmado noutra ocasião que houve fraude na investigação e sugeriu que teria sido o FBI a colocar falsas provas em sua casa. Escreveu ainda que “não precisavam de ter “apreendido” nada. Podiam ter tido isso em qualquer altura que quisessem sem fazer política”. Vários outros dirigentes republicanos atacaram as autoridades falando num ato politicamente motivado.

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