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Fórum Socialismo 2013 regressa a Lisboa no fim de agosto

A sétima edição do fórum de ideias organizado pelo Bloco de Esquerda terá lugar no Liceu Camões nos dias 30 e 31 de agosto, com entrada livre. A abertura estará a cargo de Catarina Martins e da deputada do Syriza Theano Fotiou na sexta-feira e João Semedo encerrará o encontro no sábado, após um dia com 25 temas em debate.
Socialismo 2013: 30 e 31 de agosto no Liceu Camões, em Lisboa (metro Picoas).

O Fórum Socialismo está de regresso à cidade que acolheu a primeira edição, em 2007. O arranque está marcado para dia 30 (sexta-feira) às 21h30, com a coordenadora bloquista Catarina Martins e a deputada do Syriza Theano Fotiou e com a estreia do documentário "Ninguém pode ficar para trás na crise", filmado em Atenas por Jorge Costa e Bruno Cabral, sobre o movimento de solidariedade na Grécia.  A iniciativa prossegue durante todo o sábado, a partir das 10h30, com vinte e cinco temas em debates simultâneos de manhã e à tarde, em sessões com a duração de uma hora. 

As primeiras sessões arrancam logo às 10h30 e os participantes terão de escolher entre temas variados: João Madeira apresentará a violência política no Século XX em Portugal no painel intitulado "Um país de brandos costumes?"; Maria João Moura fará o balanço de uma década de incêndios de verão e do falhanço da política florestal; Adriana Lopera e Elsa Almeida convidam ao debate sobre o machismo com o painel "Engole o teu piropo"; e Rita Silva apresentará com Margarida Garrido o painel dedicado à liberalização do mercado da habitação.

O segundo conjunto de sessões  tem início às 11h45, com José Manuel Pureza a falar de "Europa, tecnocracia e democracia", Belandina Vaz e Miguel Reis sobre a luta dos professores no painel "Uma greve que baralhou a troika", Alda Sousa e Carlos Santos procurarão explicar "O que é feito das Primaveras Árabes?", enquanto o título do painel apresentado por Mariana Mortágua promete que "Esta sessão não é sobre a dívida: é sobre a luta de classes". À mesma hora, Nuno Belchior e João Espírito Santo trarão ao debate "A nova lei das sementes: o maior ataque de sempre do agronegócio".

No sábado à tarde, as sessões recomeçam às 14h, com cinco hipóteses à escolha pelos participantes: "Salazar, a falsa memória", por Fernando Rosas; Todas as famílias contam: adoção por casais do mesmo sexo", com a intervenção dos deputados Pedro Delgado Alves (PS) e Cecília Honório (BE), bem como de representantes da ILGA, Panteras Rosa e Amplos; "Respostas autárquicas à emergência social", por Pedro Soares, Joana Mortágua e Francisco Garcia, do Bloco Nacionalista Galego; "Endividamento, crise e deflação: o capitalismo contra os seus limites", pelos economistas João Rodrigues e Alexandre Abreu; e "Educação às 3 pancadas", por Alda Macedo, Manuel Grilo e João Mineiro.

Os debates prosseguem às 15h15, com a dirigente sindical dos enfermeiros Guadalupe Simões e Mara Carvalho a questionarem se "Paulo Macedo é bom ministro?" e o dirigente da Casa do Brasil Gustavo Behr a falar das manifestações dos últimos meses no Brasil. Ao mesmo tempo, o painel "Euro: qual é a pergunta da esquerda?" será apresentado pelo economista José Gusmão, enquanto o autarca José Castro questiona se "As cidades também se abatem?". O cantor e compositor Carlos Mendes, que no último ano tem sido um dos animadores dos protestos de rua em Portugal, apresenta-nos "Grândola revisited" e Francisco Louçã lança outra questão para o debate: "Que partido para a revolução cidadã?". 

As últimas sessões em simultâneo têm início às 16h30 e serão seis, dificultando ainda mais a escolha dos presentes. José Soeiro e Nuno Serra irão desfazer as ideias do senso comum, na sequência do seu livro "Não acredite em tudo o que pensa", enquanto Ana Amendoeira propõe uma reflexão sobre o "património cultural em tempos sombrios". Jorge Costa apresentará uma sessão dedicada ao poder financeiro e intitulada "Os donos angolanos de Portugal" e Ana Drago irá trazer ao debate os seus argumentos sobre a "Crise de representação". Marco Marques e Paulo Raposo, ativistas do "Que se Lixe a Troika" irão refletir sobre o movimento social que trouxe um milhão de pessoas às ruas em setembro de 2012, e o ex-ministro socialista Paulo Pedroso irá falar sobre a "Sustentabilidade da Segurança Social em tempos de austeridade".

Às 18h tem início a sessão de encerramento do Socialismo 2013, a cargo do coordenador do Bloco e candidato à Câmara de Lisboa, João Semedo.

O Fórum de ideias Socialismo 2013 tem entrada livre e as inscrições podem ser feitas para o email [email protected]. Ver aqui o programa completo da iniciativa.

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