Aquela descida chegou a 40% na China, Reino Unido, Alemanha, Canadá e alcançou 5% em países como Rússia e Coreia do Sul. Como mostra o gráfico do jornal The New York Times, a estagnação que vive o comércio mundial situa esta actividade muito abaixo dos níveis de 2008. Esta situação pode agravar-se com as desvalorizações competitivas que alguns países realizam na chamada guerra das divisas que se desenvolve em várias frentes.
O The New York Times diz:
“A recuperação do comércio mundial vivida entre o Inverno e a Primavera parece ter desacelerado no Verão, aumentando as preocupações da economia global. As exportações de muitos países estabilizaram em níveis muito abaixo dos máximos alcançados antes da crise de 2008, quando o comércio mundial caiu a pique.”
Os gráficos mostram o volume em dólares das exportações mensais em 16 importantes países desde os níveis alcançados pelo comércio mundial em Julho de 2008.
No segundo gráfico fica ainda mais clara a desaceleração dos países asiáticos durante o Verão, com claras descidas no comércio de China, Índia, Coreia do Sul e Taiwan. Na América Latina, a queda é encabeçada por México e Brasil, enquanto que na América do Norte o Canadá supera a média europeia com uma descida de 30%.

A desaceleração do comércio é um dos temas que inquietam os países exportadores e é o que provocou os descontrolo das desvalorizações competitivas. Esta situação não pode prolongar-se pois ninguém ganha com uma guerra de divisas. É por esta razão que quando publico este artigo, o Fundo Monetário Internacional encontra-se reunido à porta fechada com funcionários da Fed dos Estados Unidos e do Banco Central Chinês, em Xangai, discutindo mecanismos para uma rápida revalorização do yuan. O perigo da actual guerra de divisas está a corroer gravemente a economia mundial.
A reunião desta segunda feira foi presidida por Zhou Xiaochuan, do Banco Popular da China, e Dominique Strauss-Kahn, do FMI. O representante da Reserva Federal dos Estados Unidos foi Kevin Warsh.
Artigo publicado em El Blog Salmón
Marco Antonio Morenoé um economista chileno, que edita o blogue Jaque al neoliberalismo