Albert Bourla e Sally Susman, CEO e vice-presidente da Pfizer, venderam milhares de ações da empresa no mesmo dia em que a gigante farmacêutica anunciou resultados positivos sobre os testes à sua vacina contra a covid-19, que desenvolvem em parceria com a BionTech.
Não são os únicos. Em maio deste ano, executivos da farmacêutica Moderna venderam quase 30 milhões de dólares em ações da empresa, no dia em que publicaram os primeiros resultados positivos da primeira fase de testes à sua vacina em desenvolvimento.
As 132,508 ações de Bourla renderam 5,56 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), mais 734.094 dólares do que a cotação da Pfizer na sexta-feira anterior. Por seu lado, Sally Susman recebeu 1,8 milhões de dólares pelas suas ações, segundo o comunicado divulgado pela Securities and Exchange Commission, a autoridade reguladora do mercado de capitais dos EUA.
Em 2019, Bourla recebeu 17,9 milhões de dólares em salários e bónus da Pfizer.
A Pfizer justifica que "a venda destas ações faz parte do plano financeiro pessoal de Bourla (…), que permite, nos termos das regras da SEC, que grandes acionistas e ‘insiders’ de empresas cotadas possam transacionar um número predeterminado de ações numa altura predeterminada".
E sublinham que “Bourla autorizou a 19 de agosto a venda desses títulos quando atingissem um determinado preço como patamar mínimo”.