Catarina Martins e Marisa Martins participaram, neste sábado em Madrid, na Marcha da Mudança do partido Podemos, em que esteve também presente o dirigente do Partido de Gauche de França, Jean-Luc Mélenchon.
Em declarações à RTP1, Catarina Martins lembra que “na Grécia tivemos neste mês eleições para criar pela primeira vez na União Europeia um governo contra a austeridade” e sublinha que “em Espanha temos também um movimento enorme de luta contra a austeridade, contra o rotativismo, contra a alternância”.
Questionada sobre as declarações de Passos Coelho, de que “a Grécia terá que cumprir os seus compromissos”, a porta-voz do Bloco de Esquerda afirma: “Cumprir os compromissos é fazer com que nos países haja emprego, haja condições de vida. Os compromissos para com os cidadãos são o primeiro compromisso de qualquer governo”.
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Marisa Matias com Jean-Luc Mélenchon e Pablo Iglésias, na Marcha da Mudança em Madrid[/caption]
Catarina Martins refere que a proposta do governo Syriza é “que haja uma conferência europeia para reestruturar as dívidas, para os países terem os meios para cumprirem os compromissos para com os cidadãos” e acusa: “Que um governo em Espanha ou em Portugal não perceba a necessidade da solidariedade da Europa quer dizer que só estão no caminho de mais destruição. Por isso mesmo é tão importante movimentos em que os povos se levantam dizendo que não estão derrotados e que estão a lutar por uma outra Europa.”
Questionada sobre se o que acontecer na Grécia vai determinar o que acontecerá na Europa, Catarina Martins afirma:
“Determina com certeza e hoje a Europa já não é a mesma. O contador está a zero, a austeridade já não é inevitável, nem é a única política no conselho europeu. A Grécia está a fazer o seu caminho. Espanha está a fazer o seu caminho. Portugal também tem de fazer o seu caminho, porque só assim se conseguirá devolver dignidade aos nossos povos”.