O avião de Evo Morales deveria ter partido de Moscovo, sobrevoado França e fazer uma paragem técnica em Lisboa. Contudo, este itinerário foi recusado com o argumento que haveria a suspeita de se encontrar a bordo do avião Edward Snowden. Isto levou a aterragem forçada na Áustria, e, segundo fontes desse país, à revista do avião presidencial.
Estes atos além de terem posto em causa a integridade física do Presidente da Bolívia violam claramente a Convenção Internacional sobre imunidades jurisdicionais dos Estados e dos seus bens. Deixando claro que a União Europeia, e estes Estados-Membros em concreto preferem ceder às pressões dos Estados Unidos da América a acreditar na palavra do presidente boliviano.
Tendo em conta todo o escândalo dos voos da CIA e o mais recente do PRISM, estas pressões por parte dos EUA demonstram que os países da União Europeia estão dispostos a violar direitos fundamentais e o Direito Internacional para satisfazer as exigências dos EUA, em vez de optarem por uma cooperação de forma legal, transparente e imparcial.
As deputadas do Bloco de Esquerda perguntaram ao Conselho, e à Alta Representante da União para os negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, quais as suas opiniões sobre este escândalo; se consideram ter sido violada a Convenção de Viena; se haverá alguma investigação relativamente às decisões de Portugal, França, Espanha e Itália, e se as mesmas foram tomadas sob pressões dos EUA; quais as consequências para as relações bilaterais com a Bolívia e com os países membros da Unasur; e por fim, se haverá algum pedido público de desculpas por parte da UE ao Presidente Evo Morales por estes incidentes.