Genocídio

EUA criticam mandado de captura a Netanyahu e Hungria rejeita aplicá-lo

22 de novembro 2024 - 12:03

Estados Unidos da América criticam mandado e Hungria, que subscreve o Tribunal Penal Internacional, rejeita aplicar mandado. Alemanha ainda a "avaliar" a situação e Reino Unido não revela posição.

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Orban e Biden
Orban e Biden. Fotografia da NATO/Flickr

Os Estados Unidos da América reagiram à emissão do mandado de prisão dirigido a Benjamin Netanyahu pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), dizendo que o “rejeitam fundamentalmente” alegando que o tribunal não tem jurisdição sobre a matéria.

Lembre-se que os Estados Unidos da América não são um membro do Tribunal Penal Internacional, mas que anteriormente apoiaram mandados de captura contra Vladimir Putin e outros oficiais do Estado russo em relação à guerra da Ucrânia.

A assessora de imprensa desculpou a posição dos EUA dizendo que se trata de um processo “apressado” e acusando “erros de processo”, mas sem especificar quais, avança o Guardian. Segundo a representante da administração de Joe Biden, o Tribunal Penal Internacional não tem jurisdição sobre os crimes de guerra do primeiro-ministro israelita.

Ao lado dos Estados Unidos da América está o primeiro-ministro de extrema-direita da Hungria, Viktor Orbán, que também criticou o mandado de prisão emitido para Netanyahu. A Hungria subscreve o estatuto de Roma e seria obrigada a aplicar o mandato, mas Orbán acusou o Tribunal Penal Internacional de “interferir num conflito a decorrer, com objetivos políticos”, diz a Associated Press. Segundo Orbán, caso Netanyahu entre em solo húngaro, não será detido. O líder de extrema-direita chegou mesmo a dizer que convidará o primeiro-ministro israelita a visitar a Hungria.

Na quinta-feira, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão dirigido não só a Benjamin Netanyahu, mas também ao ex-ministro da Defesa Yoav Gallant. Na base desse mandado estão indícios “razoáveis” de que Israel está a cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza. O TPI indica o uso da gome como arma de guerra e o bloqueio de bens essenciais e ajuda humanitária.

No seguimento do mandado, os 120 países que assinam o estatuto de Roma ficam obrigados a cumprir a ordem caso Netanyahu esteja em seu solo. Vários países, entre os quais a Itália, a Irlanda e a Eslovénia já confirmaram a intenção de deter Netanyahu nessa situação. A Alemanha e o Reino Unido, no entanto, ainda não deram a conhecer a sua posição face ao mandado de prisão.