Em comunicado, a Greve Climática Estudantil Lisboa assinala que o protesto ocorreu uma semana antes do início das ocupações estudantis de mais de 10 escolas e universidades pelo país, e três semanas antes da ação de bloqueio do terminal de gás natural, em Sines.
A iniciativa realizou-se ainda na semana do 30º aniversário do protesto histórico em que estudantes mostraram o rabo com as palavras “NÃO PAGO” ao então ministro da Educação Couto dos Santos, contra o aumento das propinas.
De acordo com os estudantes, com idades entre os 21 e 23 anos, “o PS não devia estar a celebrar, mas sim a fazer um plano compatível com os prazos ditados pela ciência climática para acabar com os combustíveis fósseis e pôr em marcha uma transição justa para as pessoas”.
“Os governos estão há muito a mandar o nosso futuro para o lixo num planeta em chamas, e sabemos que o vão continuar a fazer porque o que os move é o lucro”, frisam.
E, por isso, alertam que “temos de colocar o nosso futuro nas nossas próprias mãos, e lutar por ele”.
A partir de 26 de Abril, os ativistas estudantis vão ocupar mais de uma dezena de escolas em Lisboa, em Coimbra, em Faro e no Porto, reivindicando “o fim aos combustíveis fósseis até 2030” e “100% eletricidade renovável e acessível até 2025 para todas as famílias”.
No comunicado deixam uma garantia: irão ocupar os estabelecimentos de ensino até “que 1500 pessoas se comprometam a participar numa ação de desobediência civil em massa organizada pela plataforma ‘Parar o Gás’ no terminal de gás natural liquefeito de Sines, a 13 de Maio”.