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“Estamos com os movimentos sociais do Brasil contra a sua criminalização”

A concluir a sessão “Alerta Brasil: Democracia ameaçada”, Catarina Martins afirmou que os populismos se combatem com “respostas concretas à gente” e manifestou solidariedade com quem no Brasil é perseguido e tem a coragem de estar na rua.
Catarina Martins elogiou a “coragem a quem no Brasil ao repto de que têm que escolher o exílio ou a prisão, diz que escolhe as ruas, como Guilherme Boulos”
Catarina Martins elogiou a “coragem a quem no Brasil ao repto de que têm que escolher o exílio ou a prisão, diz que escolhe as ruas, como Guilherme Boulos”

Na sessão, intervieram também Guilherme Boulos, Joana Mortágua, Pilar del Rio, Driade Aguiar e Marisa Matias.

No encerramento, Catarina Martins elogiou a “coragem a quem no Brasil ao repto de que têm que escolher o exílio ou a prisão, diz que escolhe as ruas, como Guilherme Boulos”, denunciou que “Jair Bolsonaro é extrema-direita, é o fascismo a crescer” e afirmou: “Nós estamos do outro lado, nós estamos na solidariedade de quem constrói a democracia”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda salientou também que Guilherme Boulos deixou três desafios, “vencer o medo, fazer a unidade, dar corpo a uma solidariedade internacional”, e respondeu “cá estamos em cada um deles, temos de fazer o melhor”.

Catarina Martins sublinhou ainda que o combate aos populismos passa por “respostas concretas”.

“Quando alguém aqui nos diz que, se calhar Portugal é um país diferente, mas que é preciso ter cuidado com os populismos, o que é preciso é responder à gente”, afirmou, sublinhando que a resposta tem de ser dada na habitação, nos transportes, na generalização dos manuais gratuitos e também na saúde.

“Responder há de ser uma lei de bases da saúde que garanta o acesso à saúde a toda a gente e não seja negócio de uns poucos”, realçou.

E exemplificando com a luta dos estivadores, Catarina Martins afirmou: “Responder quer dizer que, quando nós vemos os estivadores a conseguirem um contrato de trabalho, sabemos que a seguir os trabalhadores do ‘call center’ também terão um contrato de trabalho”.

“Responder por uns, responder por umas, é responder por todos, responder por todas”, destacou a coordenadora bloquista, realçando ainda: “É dessa matéria que somos feitos: aqui, no Brasil e por toda a Europa”.

 

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