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“Estado de emergência tem faltado no reforço do SNS e no apoio social e à economia”

À saída da reunião com o Presidente da República, Catarina Martins defendeu a necessidade de “medidas de generalização de testagem” e lamentou a ausência de uma "adequada comunicação do risco" de contágio e "das causas da transmissão" desta doença.
Catarina Martins fala aos jornalistas após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto de António Pedro Santos, Lusa.

Questionada sobre qual será o sentido de voto do Bloco relativamente ao novo estado de emergência, Catarina Martins fez depender a decisão do conteúdo do diploma do Presidente da República: "Vamos esperar para ler o decreto. Se as circunstâncias se mantiverem, o nosso voto [de abstenção] também se vai manter".

"Temo-nos abstido nos decretos do estado de emergência porque consideramos que há medidas que não têm sido tomadas, nomeadamente medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), medidas de generalização de testagem e medidas de apoio à economia e de apoio social”, no sentido de “contrabalançar as restrições”, explicou.

"É, portanto, desta posição crítica que temos tido da forma como o estado de emergência tem faltado nalgumas respostas - reforço do SNS, generalização da testagem, mais apoio económico para contrabalançar as restrições -, mas sabendo também que é preciso controlar a pandemia e que para isso, nalguns momentos, é preciso ter restrições, que temos tido essa votação", continuou a dirigente bloquista.

Catarina Martins alertou que "a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o número de internados e o número de pessoas em cuidados intensivos, é ainda muito alta e, portanto, merece todo o cuidado e acompanhamento".

A coordenadora do Bloco transmitiu ao Presidente da República que as medidas a adotar ao abrigo do estado de emergência devem ser "tomadas num horizonte mais largo” para os portugueses "saberem com o que contam num período mais longo". Isto “sem prejuízo de o Parlamento dever pronunciar-se, naturalmente, e como a Constituição exige, a cada 15 dias".

A par de defender que "é essencial que as medidas de restrição sejam acompanhadas sempre de medidas de apoio social e de apoio à economia", Catarina Martins assinalou ainda a ausência de uma "adequada comunicação do risco" de contágio e "das causas da transmissão".

"Sentimos que não existe neste momento uma adequada comunicação do risco em Portugal, nem existe neste momento uma adequada transmissão das causas da transmissão", disse, apelando a que seja feita essa "pedagogia" sobre a propagação da covid-19.
 

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