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Espanha: Tribunal obriga empresa a igualar salários entre sexos

Trabalhadoras queixaram-se por receberem menos do que os colegas. Tribunal deu-lhes razão e obrigou a empresa a igualar salários. O caso passou-se numa empresa comercializadora de produtos agrícolas em Almeria.
Fotografia de Paulete Matos.
Fotografia de Paulete Matos.

As embaladoras de fruta e hortaliças ganharam uma batalha judicial pela equiparação de salários aos colegas, todos do sexo masculino, que trabalham como empregados de armazém.

A empresa argumentava que os dois grupos pertencial a diferentes categorias profissionais, razão pela qual pagava 6,77 euros por hora aos empregados e 6,50 euros às embaladoras, o que resultava numa diferença salarial de 4,3%.

O tribunal não concordou e concluiu que a empresa tem de equiparar os salários, na medida em que estão em causa funções que, na prática, são idênticas. A empresa alegou que os homens tinham um trabalho predominantemente físico, mas o tribunal considerou que, com a maquinização do processo de produção, os esforços físicos exigidos aos operadores não são superiores aos das embaladoras, que, num só dia, podem mover até 4 mil quilos de melancia ou caixas de pepinos de 18 quilos.

O tribunal da Andaluzia chegou mesmo a afirmar que, “na prática, as mulheres desempenham mais funções que os homens” e que esse esforço “não só não é recompensado em termos económicos, como é remunerado abaixo do salário dos homens que trabalham nos armazéns”.

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