Os resultados das eleições do próximo domingo, 10 de novembro, em Espanha não deverão ser qualitativamente diferentes dos que se verificaram em abril passado. Pedro Sánchez e o PSOE não conseguirão maioria absoluta, nem terão o caminho facilitado para a governação. Pelo contrário, a direita sairá reforçada, embora não vença.
Entretanto, a campanha começou no passado dia 1 de novembro e o primeiro, e único debate televisivo que se realizará com a presença dos cabeças de lista dos principais partidos, teve lugar nesta segunda feira.
Sobre ele escreveu no twitter Teresa Rodríguez, líder do Podemos na Andaluzia:
Ayer, @Pablo_Iglesias_ arrasó en el #DebateElectoral con medidas y soluciones para defender los derechos de la gente y los intereses de la mayoría social. Solo hay una opción para lograr un Gobierno progresista: Unidas Podemos. https://t.co/Vaw5cNoFIi
— PODEMOS (@ahorapodemos) 5 de novembro de 2019
Esta segunda-feira, 4 de novembro, terminou também o prazo para a divulgação legal de sondagens sobre as próximas eleições legislativas em Espanha.
Veja abaixo um resumo de todas as sondagens publicado pelo site electocracia.com:
Sondagens preveem ligeira queda do PSOE
Assim, as diversas sondagens apontam que PSOE continuará a ser o partido mais votado, mas deverá ter uma ligeira queda. Nas eleições de abril passado, o PSOE obteve 28,9% e 123 mandatos, as previsões para as eleições do próximo domingo apontam para uma percentagem próxima de 27,3% e 118 a 122 mandatos.
No próximo parlamento, PSOE mais Unidas Podemos, mais Más País (o partido liderado por Iñigo Errejón, formado a partir de uma cisão do Podemos) não terão maioria, o mesmo acontecendo com PP mais Vox e Ciudadanos. As sondagens indicam que PP+Vox+Ciudadanos, no conjunto, elejam entre 150 e 162 deputados, exatamente o mesmo que PSOE+Unidas Podemos+Más País.
PP e Vox devem subir e Ciudadanos afunda-se
O PP tem atualmente 66 deputados e deputadas e prevê-se que suba para 95 a 99, passando de 16,8% para cerca de 21%.
O Vox obteve 24 mandatos em abril passado e poderá obter 38 a 42 mandatos, passando de 10,3% para cerca de 13%.
Ao contrário, o Ciudadanos poderá ver a sua bancada reduzir-se de 57 deputados e deputadas para 17 a 21, baixando a sua votação de 16% para cerca de 9%.
Unidas Podemos baixa
A candidatura de Unidas Podemos (que inclui Podemos, Izquierda Unida e as confluências – En Común e En Comú Podem) elegeu em abril passado 42 deputados e deputadas, as previsões para o próximo domingo apontam que possa obter entre 30 e 34 mandatos. Em percentagem, o resultado deverá passar de 14,4% para menos de 13%.
O Más País é um partido político de esquerda, que nasceu de uma cisão do Podemos, e concorre pela primeira vez nestas eleições de 10 de novembro de 2019. O partido foi constituído em setembro de 2019 e é liderado por Iñigo Errejón.
Nas sondagens (ver abaixo a previsão publicada pelo site eldiario.es) , o Más País poderá eleger entre 2 e 6 deputadas e deputados e alcançar mais de 3%. Não conseguirá constituir, no entanto, um grupo parlamentar.
CUP elegerá pela primeira vez e BNG poderá voltar ao parlamento de Madrid
As sondagens preveem uma manutenção de peso e, provavelmente, até de número de deputados das diferentes forças políticas autonómicas e/ou independentistas, nomeadamente, da ERC (15 mandatos) e JxCAT (7) na Catalunha; EAJ-PNV (6) e EH Bildu (4) no País Basco.
As sondagens apontam, porém, para duas possíveis novidades, ver dados aqui.
O Bloco Nacionalista Galego poderá voltar ao parlamento de Madrid, elegendo um deputado, o que não acontece desde 2011.
E a CUP (Candidatura d'Unitat Popular), força política independentista de esquerda da Catalunha, que concorre pela primeira vez a eleições legislativas para o parlamento de Madrid, poderá alcançar dois mandatos.