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Espanha: sondagens apontam que não haverá maioria absoluta

As sondagens preveem que nas eleições do próximo domingo em Espanha volte a não haver uma maioria para constituir o governo desejado por Pedro Sanchéz. As previsões indicam ainda a subida de PP e Vox e a queda do Ciudadanos. Unidas Podemos poderá cair ligeiramente.
Espanha: Congresso dos Deputados, Madrid - Foto wikimedia
Espanha: Congresso dos Deputados, Madrid - Foto wikimedia

Os resultados das eleições do próximo domingo, 10 de novembro, em Espanha não deverão ser qualitativamente diferentes dos que se verificaram em abril passado. Pedro Sánchez e o PSOE não conseguirão maioria absoluta, nem terão o caminho facilitado para a governação. Pelo contrário, a direita sairá reforçada, embora não vença.

Entretanto, a campanha começou no passado dia 1 de novembro e o primeiro, e único debate televisivo que se realizará com a presença dos cabeças de lista dos principais partidos, teve lugar nesta segunda feira.

Sobre ele escreveu no twitter Teresa Rodríguez, líder do Podemos na Andaluzia:

Esta segunda-feira, 4 de novembro, terminou também o prazo para a divulgação legal de sondagens sobre as próximas eleições legislativas em Espanha.

Veja abaixo um resumo de todas as sondagens publicado pelo site electocracia.com:

Sondagens preveem ligeira queda do PSOE

Assim, as diversas sondagens apontam que PSOE continuará a ser o partido mais votado, mas deverá ter uma ligeira queda. Nas eleições de abril passado, o PSOE obteve 28,9% e 123 mandatos, as previsões para as eleições do próximo domingo apontam para uma percentagem próxima de 27,3% e 118 a 122 mandatos.

No próximo parlamento, PSOE mais Unidas Podemos, mais Más País (o partido liderado por Iñigo Errejón, formado a partir de uma cisão do Podemos) não terão maioria, o mesmo acontecendo com PP mais Vox e Ciudadanos. As sondagens indicam que PP+Vox+Ciudadanos, no conjunto, elejam entre 150 e 162 deputados, exatamente o mesmo que PSOE+Unidas Podemos+Más País.

PP e Vox devem subir e Ciudadanos afunda-se

O PP tem atualmente 66 deputados e deputadas e prevê-se que suba para 95 a 99, passando de 16,8% para cerca de 21%.

O Vox obteve 24 mandatos em abril passado e poderá obter 38 a 42 mandatos, passando de 10,3% para cerca de 13%.

Ao contrário, o Ciudadanos poderá ver a sua bancada reduzir-se de 57 deputados e deputadas para 17 a 21, baixando a sua votação de 16% para cerca de 9%.

Unidas Podemos baixa

A candidatura de Unidas Podemos (que inclui Podemos, Izquierda Unida e as confluências – En Común e En Comú Podem) elegeu em abril passado 42 deputados e deputadas, as previsões para o próximo domingo apontam que possa obter entre 30 e 34 mandatos. Em percentagem, o resultado deverá passar de 14,4% para menos de 13%.

O Más País é um partido político de esquerda, que nasceu de uma cisão do Podemos, e concorre pela primeira vez nestas eleições de 10 de novembro de 2019. O partido foi constituído em setembro de 2019 e é liderado por Iñigo Errejón.

Nas sondagens (ver abaixo a previsão publicada pelo site eldiario.es) , o Más País poderá eleger entre 2 e 6 deputadas e deputados e alcançar mais de 3%. Não conseguirá constituir, no entanto, um grupo parlamentar.

CUP elegerá pela primeira vez e BNG poderá voltar ao parlamento de Madrid

As sondagens preveem uma manutenção de peso e, provavelmente, até de número de deputados das diferentes forças políticas autonómicas e/ou independentistas, nomeadamente, da ERC (15 mandatos) e JxCAT (7) na Catalunha; EAJ-PNV (6) e EH Bildu (4) no País Basco.

As sondagens apontam, porém, para duas possíveis novidades, ver dados aqui.

O Bloco Nacionalista Galego poderá voltar ao parlamento de Madrid, elegendo um deputado, o que não acontece desde 2011.

E a CUP (Candidatura d'Unitat Popular), força política independentista de esquerda da Catalunha, que concorre pela primeira vez a eleições legislativas para o parlamento de Madrid, poderá alcançar dois mandatos.

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